Copos e sacolas plásticas são descartadas com frequência perto da unidade de saúde, no bairro Castelo Branco
A preocupação com a proliferação do mosquito da dengue tem aumentado em Ribeirão Preto, especialmente nas proximidades de importantes centros de saúde e áreas de lazer. Moradores relatam o acúmulo de lixo e a falta de manutenção em pontos estratégicos, levantando questões sobre a eficácia das medidas de controle da doença na cidade.
Focos de Dengue Próximos ao Polo e UBS Castelo Branco
Nos arredores do Polo e da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Castelo Branco, a presença de potenciais criadouros do mosquito da dengue tem sido uma constante. Copos e sacolas plásticas descartados em pontos de ônibus, como o da Rua Dom Luiz do Amaralmouzinho, são apontados como um problema persistente. O aposentado Vavara Batista relata que o local raramente está limpo e que a ausência de lixeiras agrava a situação.
Praça Miguel Colique: Beleza Superficial, Problemas Reais
Do outro lado da rua, na Praça Miguel Colique, a situação não é muito diferente. Embora a praça aparente estar bem cuidada, com a grama recém-cortada, as lixeiras constantemente lotadas e o lixo espalhado pelo chão preocupam os moradores. A dona de casa Aparecida Santana afirma que a limpeza do local não é feita há pelo menos duas semanas, evidenciando uma possível falha na gestão de resíduos.
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Responsabilidades Compartilhadas e Ações Necessárias
A colaboração entre a população e o poder público é fundamental para o controle da dengue. Enquanto alguns moradores se esforçam para manter seus quintais limpos, a falta de cuidado de outros e a aparente negligência da prefeitura contribuem para a proliferação do mosquito. A Coordenadoria de Limpeza Urbana informa que a limpeza dos locais é realizada com frequência e que uma equipe será enviada para recolher o lixo. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto revela que, até 15 de fevereiro, quase 6 mil pessoas já foram infectadas pela dengue, com outras 27 mil aguardando a confirmação dos resultados, o que demonstra a urgência de medidas mais eficazes.
O cenário exige uma atenção redobrada e ações coordenadas para mitigar os riscos e proteger a saúde da população.



