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Lixo retirado da lagoa do Saibro pode causar danos irreversíveis ao Aquífero Guarani

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Lixo lagoa Saibro Aquífero Guarani
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A Lagoa do Saibro, localizada no Jardim Interlagos, em Ribeirão Preto, passou por uma intensa operação de limpeza, resultando na remoção de meia tonelada de resíduos, incluindo móveis, madeiras e outros objetos descartados irregularmente. A ação, que se estendeu por vários dias, reacende o debate sobre a conscientização ambiental e o descarte correto de lixo na cidade.

O Impacto do Descarte Irregular

A secretária de Infraestrutura de Ribeirão Preto, Isabel Farias, detalhou o trabalho realizado, que incluiu coleta de entulho, roçada, coleta de galhos, varrição e capina. Ela lamentou a persistência da prática de descarte inadequado por parte da população, destacando o esforço contínuo da prefeitura em promover campanhas educativas para preservar os espaços públicos. “É triste ver que parte do que é feito não é feito certamente pelos moradores dali do entorno. É gente que vai para lá e joga e não entende o que está fazendo”, disse Isabel, ressaltando a frustração diante da recorrência do problema.

A Necessidade de Educação Ambiental

Isabel Farias enfatizou a importância de uma gestão educacional, defendendo a necessidade de levar a conscientização ambiental para as escolas e comunidades. Ela relatou a frequência com que flagra pessoas descartando lixo nas ruas, mesmo após a limpeza realizada pelos varredores. A secretária mencionou a ausência de punições para o descarte irregular, mas adiantou que a prefeitura está trabalhando em uma legislação que prevê, em um primeiro momento, a conscientização, e em um segundo momento, a aplicação de sanções.

Riscos Ambientais e à Saúde Pública

O ambientalista e vice-presidente do comitê da Bacia do Pardo, Paulo Fenote, alertou para os graves riscos que o descarte de lixo na Lagoa do Saibro representa. Ele explicou que a área é fundamental para a recarga do aquífero e que o acúmulo de resíduos pode assorear a lagoa, impedindo a infiltração da água. Além disso, o lixo pode causar a proliferação de bactérias e outros agentes patogênicos, afetando a saúde da população e a vida aquática, inclusive aumentando o risco de doenças como a dengue. Fenote defendeu a necessidade de fiscalização rigorosa para evitar o lançamento de esgoto na lagoa e sugeriu a aplicação de multas como medida dissuasória.

A prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, informou que realiza fiscalizações na área da Lagoa e que busca, junto ao Ministério Público, a autorização para realizar obras de melhoria no local.

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