Falta de consciência da população e de manutenção da Prefeitura cria área propícia ao Aedes Aegypti
Em 2016, Ribeirão Preto enfrentou a maior epidemia de dengue de sua história, com mais de 35 mil casos e sete mortes. A cidade também foi afetada por um surto de Zika vírus, com 5.429 casos suspeitos registrados entre janeiro e setembro, incluindo 349 confirmados em gestantes, causando preocupação com a microcefalia em recém-nascidos.
A luta contra a proliferação do mosquito
Apesar da conscientização de parte da população sobre a importância do combate à proliferação do Aedes aegypti, muitas pessoas ainda ignoram os riscos. Uma reportagem da CBN em regiões norte e oeste da cidade, historicamente com altos índices de infestação, mostrou um cenário preocupante. Apenas 15 dias após a limpeza municipal, locais se tornaram novamente lixões a céu aberto, com móveis velhos, entulho e água parada.
Denúncias de descarte irregular de lixo
Na rua Japurá, um aposentado relatou a falta de conscientização de alguns moradores, que descartam lixo mesmo após a limpeza. Uma denúncia ainda mais grave veio do Parque Ribeirão Preto: um comerciante afirmou ter visto caminhões despejando entulho em área pública após a limpeza do local. A Coordenadoria de Limpeza Urbana confirmou que não realiza a limpeza nessas áreas e enfatizou os riscos à população. A coordenadoria solicita que a população denuncie esses casos através do telefone 55 da prefeitura ou do 99 da Patrulha Ambiental.
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Fiscalização e ações futuras
Em resposta à denúncia sobre o descarte irregular de entulho por caminhões, a coordenadoria prometeu intensificar a fiscalização. A Patrulha Ambiental e a Secretaria do Meio Ambiente farão uma avaliação e fiscalização nas áreas afetadas. A situação demonstra a necessidade de maior conscientização e fiscalização para evitar novas epidemias e garantir a saúde pública.



