Locutor suspeito de matar Karina Queiroz está preso na cadeia de Santa Rosa de Viterbo
O locutor publicitário Rodrigo César Mousse, de 48 anos, está preso em Santa Rosa de Viterbo, suspeito de assassinar Carina Cristina Queiroz, no dia 1º de atrássto, na residência da vítima no Cristo Redentor, zona norte de Ribeirão Preto. A prisão temporária foi efetuada na manhã de ontem, e a investigação busca esclarecer a motivação do crime.
Descarte de Provas e a Investigação
O celular de Carina foi encontrado em um bueiro próximo ao local do crime, no Cristo Redentor. Para o delegado Targinos Óleo, responsável pela investigação, essa é uma pista crucial para determinar o que realmente aconteceu. A polícia busca confirmar se houve contato entre a vítima e o suspeito através do Tinder, além do Whatsapp, conforme relatado por Rodrigo. As chaves da casa de Carina também foram encontradas no mesmo bueiro, o que levou a polícia até o suspeito. Rodrigo confessou o crime e indicou onde os objetos foram descartados.
Prisão e Apreensão de Evidências
Rodrigo foi preso em sua residência no bairro Simione, também na zona norte. A polícia apreendeu a arma supostamente utilizada no crime, munições e um revólver falso. O carro prata utilizado por Rodrigo para ir até a casa de Carina foi fundamental para a identificação do suspeito, conforme a investigação.
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Contradições e Depoimentos
A investigação apurou que Carina estava com alguém em casa no dia do crime, informação que não havia sido inicialmente revelada por uma amiga da vítima. O delegado revelou que Rodrigo adulterou as placas do carro com fita isolante. Imagens mostram o veículo no Cristo Redentor e, posteriormente, com a placa adulterada no bairro Camargo.
A Versão do Suspeito e a Contradição da Família
Em depoimento, Rodrigo alegou que o crime ocorreu após uma discussão com Carina, com quem teria combinado um encontro através de um aplicativo de relacionamentos. Ele afirma que Carina o ameaçou após ele não comparecer ao encontro, exigindo pagamento sob a ameaça de expô-lo. Rodrigo alega ter ido à casa da vítima para dissuadi-la, e que, em um momento de tensão, sacou a arma e disparou. A família de Carina contesta a versão de Rodrigo, afirmando que ela não fazia programas e sempre informava sobre seus encontros. A irmã de Carina, Julia Queiroz, espera que a justiça seja feita.
Rodrigo Mousse permanece preso temporariamente, e a polícia não descarta solicitar sua prisão preventiva. Ele ainda não possui advogado constituído.



