Um hectare é cotado em pouco mais de 220 mil reais;
O mercado de terras em Ribeirão Preto e região vive um momento de alta valorização, com preços do hectare superando os R$ 220 mil em alguns casos. Essa valorização, segundo José Carlos Lima Jr., especialista em agronegócio, se deve a diversos fatores e representa uma excelente oportunidade, mas também um alerta para os proprietários.
A Nova Moeda do Campo: A Saca de Soja
Antigamente, o preço da terra era definido pela aptidão do solo para culturas como a cana-de-açúcar. Nos últimos dez anos, porém, com o boom das commodities agrícolas, principalmente a soja, a saca de soja se tornou a nova referência de valor. Em Ribeirão Preto, um hectare (10.000 m²) custa cerca de 1.250 sacas de soja, o que, considerando um preço médio de R$ 183 por saca, resulta em aproximadamente R$ 228.750.
Arrendamento e o Impacto na Produção
O arrendamento de terras também reflete essa valorização. O preço médio do arrendamento em Ribeirão Preto está em torno de 25 sacas de soja por hectare ao ano. Esse alto custo impacta a viabilidade de culturas tradicionais como o amendoim, levando muitos produtores a buscarem regiões com terras mais acessíveis.
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O Fator Imobiliário e o Preço por Metro Quadrado
A forte valorização do setor imobiliário na região também contribui para o aumento do preço das terras. A proximidade de áreas verdes e a crescente procura por condomínios rurais impulsionam a venda de terras por metro quadrado, justificando os altos valores praticados. A infraestrutura privilegiada de Ribeirão Preto, sua localização estratégica e a qualidade do solo e clima contribuem para essa alta valorização, tornando-a uma das regiões com terras mais caras do país, quase o dobro do preço em regiões como Sorriso (MT) e Maringá (PR).
Em resumo, a combinação de fatores como o boom das commodities, a alta demanda do setor imobiliário e a excelente infraestrutura da região tornam as terras de Ribeirão Preto e região um investimento valioso, mas também um mercado com preços elevados. Para quem possui terras na região, a recomendação é manter o patrimônio.