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Lojas Americanas anunciam fechamento da unidade do centro de Ribeirão Preto

Encerramento da loja da rua General Osório integra plano de transformação do varejo e desperta nostalgia entre moradores antigos
Lojas Americanas
Arthur Barros

As Lojas Americanas anunciaram o encerramento das atividades da unidade localizada na rua General Osório, no calçadão do centro de Ribeirão Preto. A loja, uma das mais tradicionais da cidade, ainda não tem data definida para fechar, mas já realiza queima de estoque. Segundo a rede, a decisão faz parte de um plano de transformação estratégica para modernizar operações e otimizar o desempenho das lojas físicas.

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De acordo com as Lojas Americanas, o fechamento da unidade integra um processo de reorganização do varejo físico, com foco em melhorar a experiência de compra, ampliar os raios de entrega e tornar as operações mais eficientes.

A loja ocupa um ponto histórico e de grande circulação, em frente à Praça XV. Apesar do anúncio, a empresa informou que a cidade continuará sendo atendida por outras unidades, inclusive em shoppings e em regiões próximas ao centro.

Nostalgia

A notícia gerou forte repercussão entre moradores de Ribeirão Preto que frequentam o centro há décadas. A unidade ficou marcada, entre outros motivos, pela escada rolante, que durante muitos anos foi uma novidade para moradores da cidade e até de municípios vizinhos.

Para muitos ribeirão-pretanos, a loja era mais do que um ponto de compras. Era um espaço de convivência, lazer e descoberta, associado a memórias da infância, passeios em família e datas comemorativas.

Varejo

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto, Paulo César Garcia Lopes, destacou que as transformações no setor se intensificaram nos últimos anos. Segundo ele, o modelo de grandes lojas com ampla variedade de produtos perdeu espaço para operações mais enxutas e especializadas.

Ele explica que hoje o varejo trabalha com foco em rentabilidade, reduzindo áreas físicas e priorizando produtos com maior giro. Nesse cenário, manter uma loja de grande porte no centro, com custos elevados, se torna menos atrativo para redes nacionais.

Estratégia

Segundo o dirigente, a decisão não representa o fim das lojas físicas, mas uma mudança de formato. Redes varejistas têm apostado em unidades menores e em pontos considerados mais rentáveis, como shoppings, onde o fluxo de consumidores é mais previsível.

No caso das Americanas, a empresa já mantém unidades com bom desempenho em outros endereços de Ribeirão Preto, o que reforça o caráter estratégico da decisão.

Centro

Apesar do fechamento, o presidente do sindicato avalia que o centro da cidade passa por um momento de transformação. A região tem recebido novos bares, restaurantes e lanchonetes, além de apresentar crescimento da vida noturna.

Segundo ele, o imóvel ocupado pelas Lojas Americanas é cobiçado e pode, no futuro, receber um novo empreendimento comercial, acompanhando o movimento de revitalização e adaptação do varejo urbano.

Futuro

A expectativa é que o encerramento das atividades marque o fim de um ciclo simbólico para o comércio local, mas também abra espaço para novos formatos e negócios. O setor segue atento às mudanças no comportamento do consumidor e às novas dinâmicas de consumo.

Para muitos moradores, fica a lembrança de uma época em que o centro concentrava as grandes novidades do varejo e fazia parte do cotidiano da cidade.

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