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Lojas diminuem opções de parcelamento no cartão diante da atual conjuntura

Pesquisa mostra que o parcelamento é a melhor opção para os consumidores, mas a inflação tirou o poder financeiro das empresas
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Pesquisa mostra que o parcelamento é a melhor opção para os consumidores, mas a inflação tirou o poder financeiro das empresas

Pesquisa mostra que o parcelamento é a melhor opção para os consumidores, mas a inflação tirou o poder financeiro das empresas

A situação econômica brasileira tem impactado diretamente o acesso ao crédito e as formas de pagamento no comércio. Com a inflação alta e a taxa de juros Selic em 13,25% ao ano (o maior índice dos últimos cinco anos), o cenário para consumidores e comerciantes se tornou mais desafiador.

Menos parcelas, mais dificuldades

A pesquisa de uma consultoria especializada indica que 60% dos brasileiros preferem parcelar as compras para aliviar o orçamento. Entretanto, a realidade do mercado mostra uma tendência à redução do número de parcelas oferecidas pelas lojas. Enquanto antes era comum encontrar parcelamentos em até 10 vezes, atualmente a maioria dos estabelecimentos limita o parcelamento a três vezes, no máximo. Isso ocorre porque as empresas também sentem o impacto da crise econômica e precisam receber seus valores mais rapidamente.

O impacto nos comerciantes

Comerciantes como Neilton Parreira, dono de uma loja de artigos esportivos em Ribeirão Preto, relatam a dificuldade em manter o parcelamento em muitas vezes. A elevação das taxas de juros e a inflação impactam diretamente a lucratividade, tornando inviável absorver os custos adicionais cobrados pelas bandeiras de cartão de crédito em parcelamentos mais longos. A consequência é a redução do número de parcelas oferecidas e, consequentemente, uma queda no movimento das lojas.

Dicas para o consumidor

Diante desse cenário, o consumidor precisa ser estratégico. Pesquisar preços e comparar as condições de parcelamento são fundamentais para encontrar a melhor opção. Parcelamentos em menos vezes, apesar de não oferecerem o mesmo alívio imediato ao orçamento, podem resultar em um custo final menor devido à redução dos juros. É preciso cautela para não comprometer o orçamento familiar e priorizar as necessidades essenciais.

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