Iniciativa dos comerciantes visa fomentar o comércio local; ideia causa controvérsias
Neste final de semana, Ribeirão Verde decidirá se adota uma moeda própria, o “verdinho”, em substituição ao real. A ideia, originada em reuniões entre moradores e comerciantes, visa impulsionar a economia local.
Moeda social: projeto inspirado em outras cidades
O projeto do “verdinho” se baseia em experiências bem-sucedidas em cidades como Fortaleza, São Paulo e São Carlos. Luís Antônio França, presidente da Associação de Moradores, destaca a pesquisa realizada antes da proposta, que inclui visitas a outras cidades para conhecer projetos semelhantes. Atualmente, existem 13 bancos comunitários no Brasil utilizando modelos similares.
Desafios e opiniões divergentes
Para implementar o “verdinho”, é necessário convencer cerca de 400 comerciantes do bairro. Enquanto alguns comerciantes, como Maurício Pedro Alves, veem a iniciativa como um impulsionador do comércio local, outros, como José Eurípedes, são totalmente contra, argumentando a falta de confiança em uma moeda paralela ao real. Valentim Cassiano, dono de uma assistência técnica, questiona a viabilidade do projeto devido à baixa circulação de pessoas no bairro durante o dia.
Financiamento e próximos passos
A implantação do “verdinho” enfrenta o desafio da falta de apoio público. A criação de um fundo para financiar o sistema dependerá do investimento dos comerciantes e da comunidade. O economista Nizete Trídico destaca a complexidade legal e a necessidade de um estudo aprofundado antes da implementação de qualquer moeda social. A reunião do dia 25 servirá para apresentar o projeto aos comerciantes e buscar o apoio necessário para sua efetivação.



