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Longa-metragem ‘Madre’ tem exibição de pré-estreia no sábado (21) em Ribeirão Preto

Sessão é de graça, às 18h30, na Biblioteca Sinhá Junqueira; madre Maurina morou em Ribeirão e foi torturada na ditadura
Longa-metragem Madre tem exibição de pré-estreia
Sessão é de graça, às 18h30, na Biblioteca Sinhá Junqueira; madre Maurina morou em Ribeirão e foi torturada na ditadura

Sessão é de graça, às 18h30, na Biblioteca Sinhá Junqueira; madre Maurina morou em Ribeirão e foi torturada na ditadura

O documentário Madre resgata a história da madre Maorina Borges da Silveira, Longa-metragem ‘Madre’ tem exibição de pré-estreia no sábado (21) em Ribeirão Preto, figura central na resistência à ditadura militar no Brasil, com foco em sua atuação no Lar Santana, instituição histórica de Ribeirão Preto. Fundado em 1948 pela congregação das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição, o Lar Santana funcionou até 2014 como um espaço destinado ao cuidado de órfãos. Atualmente, o prédio está inativo e sofre com invasões frequentes, apesar do trabalho da Guarda Civil Metropolitana para protegê-lo. A prefeitura local informou que há processos em andamento, incluindo licitação, para restaurar o imóvel e definir seu futuro uso.

Contexto histórico e papel do Lar Santana

Durante o regime militar, o Lar Santana foi palco de atividades relacionadas ao movimento estudantil e à resistência política. Em 1968, a madre Maorina tornou-se madre superiora e passou a conviver com jovens vinculados a um movimento ecumênico que promovia reuniões no local. O porão do Lar foi utilizado para armazenar materiais do grupo e também da organização Forças Armadas de Libertação Nacional, que produzia veículos de propaganda contra o regime. A madre Maorina foi presa, torturada e banida do país devido a seu envolvimento com essas atividades.

Produção e pesquisa do documentário: O filme Madre foi idealizado pela produtora Conteúdo Humanizado no Olhar e contou com mais de um ano de pesquisa intensa. A diretora Marcela Varani relatou que a equipe realizou um levantamento extenso de arquivos da ditadura, documentos, áudios e vídeos, além de conduzir mais de 20 pré-entrevistas para elaborar o roteiro e selecionar as entrevistadas. O documentário optou por um recorte exclusivamente feminino, buscando apresentar a história da madre Maorina a partir da perspectiva das mulheres, contrapondo-se às narrativas anteriores, predominantemente masculinas e marcadas por camadas de machismo.

Temática e narrativa do filme: Madre traz uma narrativa que utiliza o próprio estado de abandono do Lar Santana como uma camada simbólica da história. O filme apresenta áudios e vídeos inéditos que revelam as atrocidades cometidas durante o regime militar, enfatizando o papel das mulheres na resistência e estabelecendo paralelos com a situação atual da democracia brasileira. São 15 entrevistadas, entre ex-presas políticas, religiosas, uma historiadora e uma advogada, que contribuem para um relato plural e aprofundado.

Exibição e recepção: O documentário já foi exibido em festivais internacionais, como o Festival Internacional de Cinema de Santos, o Festival Cine del Mar no Uruguai e o Infinito Film Festival nos Estados Unidos. A produção conta com o apoio da Cinema Péca Brasileira, dos Arquivos da TV Cultura e do IDC, além de trilha sonora com músicas de Chico Buarque, Gilberto Gil e Paulo César Pinheiro.

Em Ribeirão Preto, a pré-estreia de Madre está marcada para este sábado, às 18h30, na Biblioteca Sinharas Junqueira, um local histórico da cidade. A retirada dos ingressos será feita uma hora antes da sessão, que será seguida por um debate com as diretoras Ana Paula Pinheiro e Marcela Varani. O evento é gratuito e visa promover a cultura e a reflexão sobre a história local e nacional.

Entenda melhor

A madre Maorina Borges da Silveira foi uma religiosa que liderou o Lar Santana durante um período marcado pela repressão política no Brasil. Sua atuação na resistência contra a ditadura militar a levou à prisão, tortura e exílio. O documentário Madre busca resgatar essa história sob uma perspectiva feminina, trazendo à tona relatos inéditos e promovendo o debate sobre direitos humanos e democracia.

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