Bruno Silva reforça que os cargos políticos ainda são majoritariamente ocupados por homens; ouça a coluna ‘De Olho na Política’
A representatividade feminina na política brasileira ainda é um desafio. Apesar de as mulheres constituírem a maioria do eleitorado, sua presença no legislativo é significativamente menor, refletindo uma problemática histórica e estrutural.
Desigualdade na Representação Política
Dados históricos demonstram a baixa participação feminina na política brasileira. Em câmaras municipais, a porta de entrada para a representação política, as mulheres enfrentam grandes dificuldades. Mesmo com a lei que garante 30% das vagas para candidatas do sexo minoritário, a realidade é de sub-representação. Em eleições passadas, a porcentagem de mulheres eleitas para cargos legislativos ficou abaixo dos 20%, um número alarmante considerando a maioria feminina no eleitorado. A situação se agrava em outras esferas do poder, como governos estaduais e prefeituras.
A Luta por Mudança
A falta de representatividade feminina na política é um problema crônico, que precisa ser enfrentado em diversas frentes. Os partidos políticos precisam se esforçar para atrair mais mulheres para seus quadros, criar lideranças femininas e auxiliar na construção de campanhas viáveis. A cultura política, historicamente dominada por homens, precisa ser transformada. A própria estrutura física do poder, como a ausência de banheiros femininos no Senado Federal até menos de 10 anos atrás, ilustra a falta de preparação para a inclusão das mulheres. Há também o desafio de combater candidaturas laranjas, que mascaram a real participação feminina na política.
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Caminhos para a Igualdade
Para alcançar uma representatividade mais justa, é necessário um esforço conjunto da sociedade. As mulheres precisam ampliar sua participação e voz na política, e a população precisa mudar sua mentalidade, votando em mulheres e reconhecendo a importância de sua perspectiva. A sororidade e o apoio mútuo entre mulheres são fundamentais para pressionar por mudanças e criar estruturas mais inclusivas nos partidos políticos. Medidas como a reserva de percentual de financiamento para candidatas femininas podem ser um passo importante, mas são insuficientes para resolver a desigualdade profundamente enraizada.