Segundo a Saerp, a cidade tem consumido 20% a mais do que no ano passado; município não registra chuva volumosa há 90 dias
O inverno na região de São Paulo tem se caracterizado por um período frio e seco, O consumo de água disparar em Ribeirão Preto, mas as baixas temperaturas ainda não se manifestaram plenamente. No entanto, a estiagem já se instalou com intensidade, afetando todo o estado. A falta de chuvas tem provocado um aumento significativo no consumo de água, mesmo em um período tradicionalmente seco.
Segundo dados da Saep, em Iberá Preto, o consumo de água subiu 20% neste ano, refletindo uma tendência que se observa em diversas cidades da região. A estiagem prolongada, que já dura cerca de três meses sem chuvas fortes, tem causado a queda nos níveis dos reservatórios, comprometendo o abastecimento.
Um exemplo visível dessa situação é a cachoeira em Altinópolis, que desapareceu, restando apenas o paredão rochoso, fenômeno que ocorreu em julho, um mês antes do esperado para esse tipo de evento. Além disso, o céu tem apresentado uma coloração cinza devido à poluição e à poeira trazidas pela estiagem, o que impacta a qualidade do ar.
Monitoramento e riscos para o abastecimento
O diretor regional do Departamento de Águas e Energia Elétrica, José Carlos Momente, tem acompanhado de perto a situação. Ele alerta que, caso medidas não sejam adotadas imediatamente, várias cidades da região poderão enfrentar rodízios ou até racionamento de água antes do previsto.
Impactos para o uso da água superficial: O problema afeta especialmente as cidades abastecidas por águas superficiais. Além do consumo residencial, os irrigantes que utilizam essa água para a agricultura também sentem os efeitos da estiagem, o que agrava a situação.
Medidas em discussão: Para tentar conter os impactos da seca, estão sendo realizadas reuniões esporádicas entre irrigantes, prefeituras e serviços de saneamento. O objetivo é buscar soluções conjuntas para a gestão da água disponível e evitar que a crise se agrave.
Entenda melhor
A estiagem prolongada é um fenômeno que ocorre quando há ausência de chuvas por um período maior que o habitual, afetando o abastecimento de água e a qualidade do ar. O aumento do consumo de água em períodos secos é comum devido à necessidade de limpeza e outras atividades domésticas, o que pode pressionar ainda mais os recursos hídricos.



