Transtorno, que tem tratamento, se caracteriza pelo desconforto em locais públicos, coração disparado e sensação de sufocamento
A síndrome da cabana, um termo que vem ganhando destaque atualmente, descreve o desconforto e a ansiedade experimentados por muitas pessoas ao retornarem às atividades externas após um longo período de isolamento. Embora o termo não seja novo, tendo surgido no início do século XX para descrever caçadores que apresentavam dificuldades de readaptação social após longos períodos em regiões remotas, sua relevância aumentou com a pandemia da COVID-19.
Reação ao Fim do Isolamento
O medo da cabana manifesta-se como uma ansiedade excessiva em relação ao convívio social, após meses de confinamento. A reintegração à vida social, mesmo gradual, pode gerar um estresse significativo em algumas pessoas, levando a sintomas como tremedeira, taquicardia, medo, e sensação de sufocamento. A intensidade desses sintomas pode levar ao isolamento ainda maior, criando um ciclo vicioso.
Sintomas e Fatores Contribuintes
Os sintomas físicos podem incluir suor frio, tremor e a sensação de que o coração vai sair pela boca. A antecipação de compromissos sociais já pode desencadear a ansiedade, levando à evitação de atividades externas. Além do medo de infecção pelo coronavírus, que pode contribuir para o desenvolvimento de transtornos obsessivo-compulsivos, como a necessidade excessiva de limpeza, o luto também desempenha um papel significativo. A impossibilidade de despedidas adequadas e funerais, devido às restrições da pandemia, pode agravar a situação.
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Lidando com a Síndrome da Cabana
A síndrome da cabana é um desafio para a psiquiatria, pois reflete os impactos psicológicos do isolamento prolongado. A atenção aos sinais de desconforto e ansiedade é crucial, buscando apoio profissional quando necessário. A compreensão das causas e a busca por estratégias de adaptação são fundamentais para superar esse período de transição e retornar à vida social de forma mais tranquila.



