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Luiz Alberto Mantilla é o primeiro a depor com delação premiada na Operação Sevandija

Diretor do Daerp está preso há uma semana e teria sido o primeiro a colaborar com as investigações
delação premiada
Diretor do Daerp está preso há uma semana e teria sido o primeiro a colaborar com as investigações

Diretor do Daerp está preso há uma semana e teria sido o primeiro a colaborar com as investigações

Nesta semana, o promotor Leonardo Romanelli anunciou um acordo de delação premiada que pode ter sido aceito pelos advogados de Luís Alberto Mantilla-Rodrigues, diretor do DA ERP preso desde a deflagração da Operação Servandija, em Ribeirão. Mantilla é suspeito de operar um esquema de pagamentos de propina no departamento de Águas e Goto, beneficiando, entre outros, o ex-superintendente Marco Antônio dos Santos, também preso pela Polícia Federal.

Prisão e Interrogatório

Preso em flagrante, Mantilla negou envolvimento no caso à reportagem da CBN. Questionado sobre a procuração de sua filha, Julia Mantilla, na empresa de Santos, ele respondeu negativamente. Documentos apreendidos na autarquia apontam irregularidades em contratos de obras na cidade. A polícia divulgou gravações telefônicas de Mantilla negociando com a filha a retirada de R$ 65 mil. A conversa, datada de 27 de junho, revela que Julia foi advertida pelo pai a não detalhar transações por telefone. O carro de Mantilla, com o dinheiro, foi abordado pela Polícia Rodoviária. Após isso, Mantilla ligou para a filha, ainda monitorado pela Polícia Federal, e foi à casa de Marco Antônio dos Santos. Julia, por sua vez, aconselhou o pai a avisar a prefeita sobre uma possível investigação. Mantilla afirmou que iria à casa da prefeita buscar informações.

Indícios de Corrupção e Investigações

Os indícios e documentos apreendidos podem elucidar fraudes que envolvem o DA ERP e outras secretarias da administração municipal, num esquema de corrupção que ultrapassa R$ 200 milhões. Antes de assumir a diretoria do DA ERP, Mantilla havia sido demitido por justa causa da Sabesp por irregularidades. Julia Mantilla foi interrogada por mais de três horas na Polícia Federal e, em seguida, retornou ao CDP. Rodrigo Camargo, candidato a prefeito pelo PTB, prestou depoimento espontaneamente na Polícia Federal, levando uma denúncia. Ele alega que gravações da Operação Servandija estão sendo editadas e usadas nas redes sociais para ligá-lo às denúncias de corrupção. A Polícia Federal esclareceu que a ida de Camargo foi espontânea e que não estão previstos outros depoimentos.

As investigações em andamento prometem trazer mais detalhes sobre este complexo caso de corrupção em Ribeirão Preto, impactando diretamente a corrida eleitoral e a administração pública municipal.

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