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Luiz Garnica e Elizabete Arrabaça viram réus no caso da professora de pilates morta envenenada

Marido e sogra da vítima serão julgados por feminicídio com qualificadoras de motivo torpe e meio
Luiz Garnica e Elizabete Arrabaça viram
Marido e sogra da vítima serão julgados por feminicídio com qualificadoras de motivo torpe e meio

Marido e sogra da vítima serão julgados por feminicídio com qualificadoras de motivo torpe e meio

O médico Luís Antônio Garnica e sua mãe, Luiz Garnica e Elizabete Arrabaça viram, Elizabeth Arrabassa, foram formalmente denunciados pelo Ministério Público pela morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, ocorrida em Ribeirão Preto. Ambos foram tornados réus nesta quinta-feira e responderão por feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A prisão temporária dos acusados foi convertida em preventiva devido ao risco de fuga e interferência nas investigações.

Detalhes da denúncia: Segundo a acusação, Larissa foi envenenada progressivamente com doses diárias de um veneno conhecido como “chumbinho”, administrado pela sogra a mando do filho, com o objetivo de evitar a partilha de bens em caso de divórcio. A professora teria descoberto uma relação extraconjugal do marido no início de março, o que teria motivado o crime. Garnica teria buscado a sopa envenenada preparada pela mãe para oferecer à esposa e também a medicou em pelo menos duas ocasiões sem o seu conhecimento.

Investigação e prisão preventiva: Na véspera da morte, Elizabeth esteve no apartamento de Larissa por cerca de quatro horas. A vítima foi encontrada morta na manhã de 22 de março. O marido tentou criar um álibi, afirmando ter passado a noite na casa da amante, e enviou uma mensagem a ela informando sobre a morte de Larissa antes da chegada dos socorristas. Garnica também teria limpado o local para eliminar provas e apagado conversas do celular. O promotor Marcos Tulio Nicolino destacou que a prisão preventiva visa garantir a instrução criminal e evitar riscos à ordem pública.

Próximos passos e outros casos relacionados

O julgamento do caso está previsto para 2026. A audiência de instrução deve ser marcada em breve, seguida da sentença de pronúncia, que poderá ser objeto de recurso. As defesas de Garnica e Elizabeth ainda não se manifestaram desde que foram tornados réus, mas negam participação no crime desde o início das investigações. Além deste caso, ambos são investigados pela morte de Natália Garnica, também por envenenamento com “chumbinho” em fevereiro deste ano, em Pontal. A polícia planeja exumar a cachorra de Natália para verificar possível envenenamento.

Panorama

Além dos casos de Larissa e Natália, uma amiga de Elizabeth Arrabassa relatou ter passado mal e sido internada após tomar um remédio fornecido por Elizabeth, relacionado a uma disputa envolvendo a compra de um colar. As investigações continuam em andamento, e os processos relacionados a Pontal serão julgados na comarca daquela cidade, enquanto o caso de Larissa seguirá em Ribeirão Preto.

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