Luiz Garnica nega participação na morte de Larissa Rodrigues
O caso da morte da professora de Pilates, Larissa Rodrigues, envenenada com chumbinho em março, ganha novos contornos com a divulgação de trechos dos depoimentos de Elisabeth Arrabassa e seu filho, Luiz Antônio Garnica. Ambos são réus no processo e prestaram depoimento à justiça e ao Ministério Público na semana passada. A audiência de instrução, a terceira e última, ocorreu no Fórum de Ribeirão e visa determinar se mãe e filho serão levados a júri popular.
Acusações Mútuas e Novas Revelações
Durante o depoimento, Luiz Antônio Garnica transferiu a culpa para a mãe, Elisabeth Arrabassa, afirmando que ela seria a responsável pela morte de Larissa. Ele expressou o desejo de que o culpado seja punido, mesmo que seja sua própria mãe. Um novo elemento surgiu na investigação: Luiz Antônio revelou que sua amante, Letícia, também tinha um namorado, Pedro, levantando questionamentos sobre possíveis envolvimentos e motivações.
Motivação Financeira e Contradições
O Ministério Público aponta para uma motivação financeira no crime. Segundo a acusação, Luiz Antônio Garnica desejava se separar de Larissa, mas não queria dividir os bens do casal. Elisabeth Arrabassa teria colaborado com o filho para envenenar Larissa. No entanto, surgiram contradições nos depoimentos. Luiz Antônio alegou que sua mãe não sabia do seu caso extraconjugal com Letícia, mas o promotor apresentou mensagens de celular que indicavam o contrário.
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O Depoimento de Elisabeth Arrabassa e a Carta Desqualificada
Elisabeth Arrabassa mencionou ter dado um remédio para dor de estômago a Larissa na noite da morte, alegando que a nora havia comido uma torta que não lhe fez bem. Ela também mencionou ter oferecido sopa a Larissa em outra ocasião. Em junho, após ser presa, Elisabeth escreveu uma carta na qual sugeria que poderia ter entregado o veneno à nora sem querer, mencionando um frasco de neprasol que pertencia à sua filha, Natália Garnica, e que poderia conter chumbinho. No entanto, durante a audiência, Elisabeth desqualificou a carta, afirmando que a escreveu em um momento de medo e preocupação com a saúde.
A justiça analisa os depoimentos e outros elementos para decidir se Elisabeth Arrabassa e Luiz Antônio Garnica irão a júri popular pelo crime de feminicídio triplamente qualificado contra Larissa Rodrigues. As defesas dos suspeitos negam a participação deles na morte da professora. Elisabeth Arrabassa também foi indiciada pela morte de sua filha, Natália Garnica, que também morreu envenenada por chumbinho um mês antes de Larissa.



