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Macacos que passaram por tratamento em Ribeirão Preto são transferidos para Matão

Grupo da espécia bugio viajou nessa segunda-feira para a nova cidade, onde será devolvido à natureza
Macacos Ribeirão Preto
Grupo da espécia bugio viajou nessa segunda-feira para a nova cidade, onde será devolvido à natureza

Grupo da espécia bugio viajou nessa segunda-feira para a nova cidade, onde será devolvido à natureza

O Bosque Zoológico Fábio Barreto, em Ribeirão Preto, se despediu recentemente de quatro macacos da espécie Bugio, que foram resgatados e reabilitados ao longo dos últimos anos. A equipe do Bosque acompanhou a transferência dos animais para uma área de readaptação, marcando um passo importante em seus esforços de conservação.

O Trabalho de Reabilitação

Alexandre Gauvet, chefe do Bosque, explicou que o trabalho com esses animais se iniciou em 2009, com o objetivo de prepará-los para um retorno seguro à natureza. A principal dificuldade ao longo dos anos foi a formação de um grupo coeso, uma família, para garantir o sucesso da soltura. O macaco Bugio é conhecido por seus fortes gritos, utilizados para demarcar o território do grupo.

Hierarquia e Dinâmica Social

Dentro do grupo de Bugios, existe uma hierarquia bem definida e um limite para o número de indivíduos. Segundo Gauvet, o máximo que se consegue construir são grupos de até 20 indivíduos. Após esse limite, alguns machos mais velhos tendem a ser abandonados pelo grupo, um cuidado que o Bosque procura mitigar, mantendo esses animais sob seus cuidados.

O Papel do Bugio na Natureza e a Readaptação

Fernando Magnani, biólogo responsável pela empresa encarregada da readaptação, explicou que os macacos passarão por um treinamento de até seis meses em uma área de soltura homologada pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado, localizada em Matão. O objetivo é prepará-los o máximo possível para aumentar as chances de sucesso no retorno à vida selvagem. O Bugio desempenha um papel crucial na conservação ambiental, atuando como um importante dispersor de sementes e, consequentemente, um plantador de florestas.

Em outra frente de conservação, dois gaviões receberão tratamento especial, com a substituição de seus bicos. Um deles receberá uma prótese artificial, enquanto o outro será beneficiado com um bico natural de outro gavião que faleceu, permitindo que voltem a se alimentar sozinhos e, eventualmente, retornar à natureza.

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