Maristela Araújo recebe Cristiane Coimbra Guedes, publicitária e mãe adotiva, para debater o tema; ouça o ‘Respire Longevidade’
No programa Respira e Longevidade da CBN, Cristiane Coimbra-Gadges compartilhou sua experiência como mãe adotiva de Isabela, hoje com 16 anos. Cristiane, publicitária, relatou que após tentar engravidar por volta dos 27 anos e realizar três inseminações artificiais sem sucesso, decidiu junto com o marido iniciar o processo de adoção.
Processo de adoção e espera: O casal realizou o cadastro nacional de adoção, Mãe adotiva, que é obrigatório e envolve uma série de etapas burocráticas, incluindo entrevistas com psicólogos e assistentes sociais para avaliar a aptidão dos adotantes. Cristiane explicou que ficou oito anos na fila de espera, período em que estabeleceu critérios para a criança que desejava adotar, como idade até quatro anos, sem restrição de sexo ou cor. Ela ressaltou que a burocracia é necessária para garantir a segurança e o bem-estar da criança.
Recepção da filha adotiva e vínculo familiar
Isabela foi entregue à família com 45 dias de vida. Cristiane descreveu que a conexão foi imediata, comparando os oito anos de espera a uma gestação. A criança se parece muito com a família, o que surpreende pessoas que desconhecem sua condição de adotada. A mãe adotiva enfatizou que o amor e a convivência são os elementos fundamentais para a construção do vínculo, mais do que laços sanguíneos.
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Abordagem sobre adoção e relação com a mãe biológica: Desde cedo, Isabela foi informada com transparência sobre sua adoção, o que facilitou a aceitação e o entendimento da situação. Cristiane ressaltou a importância de não julgar a mãe biológica, que muitas vezes entrega o filho por amor e por não ter condições de cuidar dele. A adoção foi apresentada como um ato de amor de ambas as partes. Isabela nunca demonstrou curiosidade em conhecer a mãe biológica, mas, caso queira, terá o apoio da família para isso.
Conselhos para quem deseja adotar: Cristiane aconselhou que casais interessados em adotar conversem entre si e com a família, busquem orientação jurídica e façam o cadastro nacional de adoção. Ela destacou a importância de seguir o processo legal para evitar problemas futuros e ressaltou que há muitas crianças aguardando uma família, inclusive crianças pequenas e irmãos que precisam permanecer juntos. O apoio do parceiro e da rede familiar é fundamental durante todo o processo.
Entenda melhor
A adoção no Brasil é regulamentada por um sistema nacional que exige cadastro e avaliação dos interessados. O processo pode ser longo, especialmente para crianças mais velhas ou grupos de irmãos, devido à preferência dos adotantes por crianças pequenas. A transparência e o diálogo aberto com a criança adotada são recomendados para fortalecer o vínculo familiar e promover o desenvolvimento saudável.