Ouça o quadro ‘A Cidade há 90 anos’, com Rosana Zaidan
Há 90 anos, os jornais noticiavam eventos que hoje a imprensa evita, como suicídios e situações consideradas ‘tecengraçadas’. Vamos explorar algumas dessas peculiaridades.
Casos Curiosos de Intervenção Policial
Imagine a cena: uma mãe, exasperada com a desobediência do filho, recorre à polícia. Naquela época, Dona Maria de Lima apresentou uma queixa formal contra seu filho, alegando que ele não seguia seus conselhos. A questão que permanece é: o que a polícia poderia fazer diante de tal situação? Infelizmente, o desfecho desse caso permanece um mistério.
O Suicídio e o Jornalismo de Antigamente
Diferentemente dos dias atuais, os jornais de 90 anos atrás noticiavam suicídios com detalhes, incluindo nomes e circunstâncias. Um exemplo é o caso do colono Francisco Romão, encontrado morto em sua propriedade rural, vítima de um tiro de garrucha no ouvido. Segundo relatos, Romão sofria de ‘reumatismo’, o que hoje poderíamos interpretar como depressão, dado seu desânimo constante. Ele tinha 66 anos, era espanhol, casado com Dona Trindade Romão, e deixou dois filhos e uma filha.
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A Abordagem Atual da Imprensa
Hoje, a imprensa lida com casos de suicídio de forma diferente. Em situações de suspeita, como a de alguém que cai de um prédio, a abordagem é cautelosa, explorando possibilidades como queda acidental. A confirmação de suicídio geralmente leva à omissão da notícia, prática que contrasta com a transparência de 90 anos atrás.
Esses relatos revelam uma mudança significativa na forma como a imprensa aborda certos temas, refletindo as transformações sociais e os critérios editoriais ao longo do tempo.



