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Mãe de crianças que inalaram fumaça durante incêndio, na Vila Mariana, poderá responder por negligência

Menina de 2 anos não resistiu e morreu, já o irmão, de 4 anos, segue internado; especialista analisa o caso
negligência parental
Menina de 2 anos não resistiu e morreu, já o irmão, de 4 anos, segue internado; especialista analisa o caso

Menina de 2 anos não resistiu e morreu, já o irmão, de 4 anos, segue internado; especialista analisa o caso

A morte de uma criança de dois anos em um incêndio doméstico em Ribeirão Preto gerou grande comoção e acendeu um alerta sobre a segurança infantil.

Tragédia na Vila Mariana

No último fim de semana, uma menina de dois anos morreu após um sofá pegar fogo em sua casa, na Vila Mariana, zona norte da cidade. Sua mãe, que havia saído para visitar a sogra, retornou encontrando as duas crianças, a menina e seu irmão de quatro anos, desmaiadas devido à inalação de fumaça. Enquanto o menino segue internado, a menina não resistiu e faleceu. O corpo foi enterrado no sábado.

Investigação em Andamento

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do incêndio, buscando determinar sua causa e o horário em que começou. A mãe das crianças foi ouvida na delegacia e liberada, mas a investigação apura a possibilidade de negligência por ter deixado os filhos sozinhos. O Conselho Tutelar também acompanha o caso, analisando o contexto familiar e o histórico de supervisão das crianças.

Responsabilidades e Consequências

Em entrevista à CBN, o advogado João Rafael Minhão, presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB de Ribeirão Preto, explicou que, embora a mãe não tenha iniciado o incêndio, deixar crianças tão pequenas desacompanhadas pode configurar negligência. A perícia analisará o local do incêndio, o laudo cadavérico da menina e depoimentos de vizinhos e familiares para esclarecer os fatos. O especialista também comentou sobre o aumento de casos de acidentes domésticos e negligência infantil durante a pandemia, devido ao isolamento social e às dificuldades enfrentadas pelas famílias. A Comissão da Criança e do Adolescente da OAB está disponível para auxiliar em casos semelhantes, e seus contatos podem ser encontrados no site da 12ª Subseção da OAB de Ribeirão Preto.

O caso destaca a importância da supervisão constante de crianças pequenas e a necessidade de apoio às famílias em situações de vulnerabilidade. A investigação policial e a atuação do Conselho Tutelar são cruciais para apurar os fatos e garantir a proteção de outras crianças.

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