Tatiana Lozano foi considerada culpada pelo assassinato do filho e enquadrada em homicídio triplamente qualificado
Após dois dias de julgamento, o Tribunal do Júri de Ribeirão Preto condenou três acusados pelo assassinato do adolescente Itáberli Lozano Rosa, ocorrido em dezembro de 2016 em Cravinhos.
Condenações
Tatiana Lozano Pereira, mãe de Itáberli, foi condenada por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, recebendo uma pena de 25 anos e oito meses em regime fechado. Vítor Roberto da Silva e Mília da Silva Barissa, também foram condenados por homicídio triplamente qualificado, cumprindo pena de 21 anos e oito meses em regime fechado. O promotor de acusação, Elisê Oberardo, declarou-se satisfeito com as sentenças.
O Crime e as Investigações
Itáberli, de 17 anos, foi morto em 29 de dezembro de 2016. Seu corpo foi encontrado carbonizado dez dias depois em um canavial. As investigações apontaram que Tatiana não aceitava a homossexualidade do filho. Em depoimentos contraditórios, ela inicialmente confessou ter matado Itáberli com três facadas, posteriormente alegando ter apenas pedido que Vítor e Mília o agredissem.
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Recursos e Reações
A defesa de Tatiana Lozano, representada pelo advogado Amilton Paulino Pereira Jr., afirmou que irá recorrer da sentença, alegando falta de provas. A defesa de Vítor e Mília também recorrerá. Alex Pereira, padrasto de Itáberli, será julgado separadamente pelo crime de ocultação de cadáver. A condenação trouxe alívio aos familiares da vítima.
O julgamento gerou grande repercussão pela frieza demonstrada pelos réus. A justiça foi feita, e as penas aplicadas refletem a gravidade do crime cometido.



