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Mãe e filha com deficiência são agredidas com facão e corrente, em São Carlos

Vítimas estariam há pelo menos dois dias sem comida em uma casa na CDHU; autor das agressões foi apresentado na delegacia
Mãe e filha com deficiência são
Vítimas estariam há pelo menos dois dias sem comida em uma casa na CDHU; autor das agressões foi apresentado na delegacia

Vítimas estariam há pelo menos dois dias sem comida em uma casa na CDHU; autor das agressões foi apresentado na delegacia

Uma mulher e três filhos foram encontrados em situação de cárcere privado em uma casa no bairro CDHU, em São Carlos, na manhã desta quarta-feira, segundo o Conselho Tutelar. Entre as vítimas estão dois menores (entre eles um menino de 10 anos) e uma jovem de 19 anos com paralisia cerebral.

Resgate após denúncia

O Conselho Tutelar informou que chegou ao imóvel após denúncia feita no início da semana que apontava agressões contra o menino de 10 anos. Na primeira ocorrência os conselheiros não localizaram a criança; ao retornarem hoje, encontraram a família em cárcere privado. De acordo com a conselheira tutelar Ariane Fondato, a mãe pediu socorro ao ver os agentes e relatou ter sido espancada durante toda a madrugada.

Lesões e situação das vítimas

Relatos obtidos pelo órgão e pela delegacia indicam que as vítimas sofreram agressões físicas e psicológicas. A mãe e a filha maior, que tem paralisia cerebral, teriam sido atacadas com facão, socos e até uma corrente. Havia sangue pela casa e, segundo a conselheira, a família estava pelo menos dois dias sem se alimentar. O menino de 10 anos tentou intervir durante as agressões e, conforme apurado, o agressor teria tentado esfaqueá-lo.

Atendimento e medidas policiais

As vítimas foram encaminhadas à Santa Casa de São Carlos para atendimento médico. O suspeito, identificado como padrasto das crianças — e não pai — foi detido e apresentado na Delegacia de Defesa da Mulher, onde deve prestar depoimento. O caso segue em apuração pelas autoridades locais.

Autoridades locais e o Conselho Tutelar acompanham o caso e trabalham para garantir atendimento e proteção às vítimas enquanto as investigações prosseguem.

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