Eles vão responder por diversos crimes; fábrica clandestina foi lacrada pela Vigilância Sanitária
Mãe e filho são presos em Ribeirão Preto por fabricar álcool gel falsificado
Denúncia e flagrante
Uma fábrica clandestina de álcool gel foi descoberta em Ribeirão Preto após denúncia de consumidores que perceberam irregularidades no produto. Vídeos e fotos enviados ao Ministério Público comprovaram a falsificação, levando à formação de uma força-tarefa com representantes do Ministério Público, Vigilância Sanitária, polícias Civil e Militar, e Instituto de Criminalística. Apesar de um aviso na porta indicando fechamento e ausência do produto, a equipe encontrou a dupla produzindo o álcool gel irregularmente.
Detalhes da falsificação e investigação
O álcool gel, rotulado como 70%, não apresentava a concentração correta de álcool, conforme constatado em testes simples. A proprietária da fábrica, uma enfermeira que se declara técnica em química, e seu filho, responsável pela empresa, alegaram ter iniciado a produção em larga escala apenas nos últimos dois dias devido à alta demanda, embora já comercializassem pequenas quantidades anteriormente. O promotor Aruldo Costa ressaltou o conhecimento da dupla sobre a ilegalidade da prática e a intenção de lucro em meio à pandemia.
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Prisão e consequências
Mãe e filho foram presos em flagrante e encaminhados ao primeiro distrito policial, posteriormente sendo transferidos para uma penitenciária. Responderão pelos crimes de adulteração de produtos medicinais (artigo 273, parágrafo primeiro, letra A, do Código Penal), crime ambiental pelo armazenamento irregular do álcool (artigo 56 do Código Ambiental), e sonegação fiscal. Todas as penas são agravadas pela situação de calamidade pública. A fábrica foi lacrada pela Vigilância Sanitária.



