Ouça a reportagem especial da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
A história de Nara é um exemplo inspirador de resiliência e amor incondicional. Após o devastador diagnóstico de leucemia em seu filho Pedro, com apenas um ano e meio, ela transformou a dor em ação, buscando incessantemente recursos e tratamentos para proporcionar qualidade de vida ao pequeno guerreiro durante dois anos de luta.
O Diagnóstico e a Luta Inicial
Nara relembra o choque ao perceber as manchas roxas nas pernas de Pedro e a confirmação da leucemia em um domingo. O mundo desabou, mas a família encontrou forças na fé e na determinação para enfrentar a batalha. Iniciaram a quimioterapia, com uma primeira internação de mais de 20 dias, um período extremamente doloroso para todos.
A Busca por um Doador e o Transplante
A família mobilizou campanhas de doação de sangue e medula, até que encontraram um doador compatível. Acreditavam que o sofrimento estaria perto do fim, mas o período pós-transplante revelou-se ainda mais desafiador. Pedro passou meses no hospital, enfrentando complicações e intercorrências. Apesar de ter retornado brevemente para casa, ele faleceu em maio, deixando um legado de coragem e inspiração.
Leia também
Transformando a Dor em Ação: A Turma Sangue Bom
Diante da dor da perda, Nara escolheu não se render. Percebendo a situação de outras crianças em tratamento, muitas vezes carentes de apoio familiar, ela fundou a “Turma Sangue Bom”. O grupo organiza festas, arrecada doações e oferece suporte emocional às crianças e suas famílias, levando alegria e esperança aos que enfrentam a dura realidade do tratamento oncológico. As ações da Turma Sangue Bom se estendem a abrigos que acolhem famílias de pacientes que vêm de outras cidades em busca de tratamento, proporcionando o auxílio que o governo não oferece.
O Impacto e a Relevância do Apoio
Nara ressalta a importância de não apenas sentir a dor, mas de agir em prol do próximo. Sua experiência pessoal a permite oferecer apoio genuíno às mães que enfrentam situações semelhantes, compreendendo seus sentimentos e necessidades. Através da “Turma Sangue Bom”, ela transforma a dor em amor, honrando a memória de seu filho e inspirando outros a fazerem a diferença.
A iniciativa de Nara demonstra que, mesmo em meio à dor, é possível encontrar um propósito e transformar a própria experiência em uma fonte de esperança e apoio para aqueles que mais precisam.



