Padrasto da bebê havia alegado que a criança engasgou com leite; Polícia Civil de Ribeirão Preto investiga o caso
Uma tragédia chocou Ribeirão Preto na última sexta-feira (15/10): a morte de Sofia Vitória Oliveiro Ramalho, de apenas três meses de idade. A família acusa o padrasto, Jefferson Ramalho Cordeiro, após o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontar traumatismo craniano como causa da morte.
A versão do padrasto e o laudo do IML
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da criança saiu para trabalhar às 6h30 da manhã e deixou a filha aos cuidados do padrasto. Ao retornar às 16h, encontrou a bebê sem vida na cama do casal. Jefferson, de 25 anos, alegou que a menina se engasgou com o leite e que, após os primeiros socorros, ambos dormiram. No entanto, o laudo do IML desmentiu a versão do padrasto, indicando traumatismo craniano e hemorragia aguda como causas da morte.
Investigação em andamento e omissão do Conselho Tutelar
A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita. O Conselho Tutelar de Ribeirão Preto afirmou nunca ter sido acionado pela família, apesar do aumento de denúncias de violência doméstica durante a pandemia, segundo relatos do conselheiro João Manuel Belendial Meida. O caso corre sob segredo de justiça, e a Secretaria de Segurança Pública aguarda outros laudos oficiais. O advogado de defesa do padrasto, Wesley Felipe Rodríguez, afirma que seu cliente disse que a menina escorregou no banho e omitiu informações à polícia por medo de prisão.
Leia também
Desfecho incerto
A mãe de Sofia não quis conceder entrevista. A investigação policial continua em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que disponíveis. A tragédia levanta questionamentos sobre a importância da denúncia de casos de violência doméstica e a necessidade de uma maior vigilância para proteger as crianças.



