CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mãe registra boletim de ocorrência por não conseguir internar filho

Jovem tem esquizofrenia bipolar afetiva e fica constantemente agressivo
internar filho
Jovem tem esquizofrenia bipolar afetiva e fica constantemente agressivo

Jovem tem esquizofrenia bipolar afetiva e fica constantemente agressivo

Mãe busca internação para filho com esquizofrenia bipolar

Em Ribeirão Preto, uma mãe registrou boletim de ocorrência por não conseguir internar o filho, que sofre de esquizofrenia bipolar afetiva e apresenta comportamento agressivo. Segundo relatos, o jovem ameaça a mãe e a família, chegando a tentar agredir fisicamente a mãe. A família mora no bairro Vila Tibério e busca ajuda para lidar com a situação.

Falta de vagas e divergências nos relatos

A reportagem destaca a falta de vagas em hospitais psiquiátricos da região, com apenas 207 vagas para uma população superior a 1,3 milhão de habitantes. A Secretaria de Saúde afirma que o paciente é acompanhado pelo Centro de Atenção Psicossocial há um ano e que não há indicação de internação, pois ele não se enquadra nos protocolos de internação psiquiátrica. A secretaria também relata que o paciente nunca apresentou agressividade durante os atendimentos na Unidade de Saúde. Essa informação contrasta com o relato da mãe, que afirma ter sido agredida pelo filho.

Necessidade de diálogo e soluções

O vice-presidente do Centro Médico de Ribeirão Preto, Dr. Alexandre Souza-Cruz, defende a necessidade de diálogo entre a Secretaria de Saúde e a família para buscar um entendimento. Ele ressalta a importância de considerar o histórico de agressões e a gravidade da situação. O Dr. Souza-Cruz também menciona a falta de uma clínica de tratamento para dependentes químicos prometida pelo governo estadual, que ainda não foi construída, agravando ainda mais a situação da saúde mental na região.

A situação demonstra a urgência de se ampliar o número de vagas em hospitais psiquiátricos e a necessidade de um diálogo eficaz entre as famílias, os profissionais de saúde e os órgãos públicos para garantir o tratamento adequado e a segurança de pacientes com doenças mentais. O caso evidencia as dificuldades enfrentadas por famílias que buscam ajuda para seus entes queridos em uma rede de saúde que, muitas vezes, se mostra insuficiente para atender às demandas.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.