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Mães de autistas reclamam da falta de psiquiatras em Sertãozinho

Famílias também lamentam a falta de cuidadores nas escolas da cidade
psiquiatras em Sertãozinho
Famílias também lamentam a falta de cuidadores nas escolas da cidade

Famílias também lamentam a falta de cuidadores nas escolas da cidade

Há seis meses, a inspetora escolar Eliane Macedo aguarda uma consulta para seu filho de 8 anos, diagnosticado com autismo, na unidade de saúde mental de Sertãozinho. A cidade enfrenta uma grave escassez de profissionais especializados, com apenas duas psiquiatras infantis, sendo que uma está de licença-maternidade e sua vaga não foi preenchida.

Demanda reprimida e falta de profissionais

A demanda por atendimento psiquiátrico infantil em Sertãozinho é alarmante. Segundo a prefeitura, são 35 crianças autistas em tratamento na rede municipal, necessitando de 1,5 psiquiatra por criança, além de um neurologista infantil. A ausência de uma das médicas, mesmo com a prefeitura alegando dificuldades em encontrar especialistas no mercado, agrava a situação. Um concurso público realizado há um ano para a vaga de psiquiatra infantil, com Mirella Fius Alosápio como primeira colocada, ainda não teve a profissional chamada para assumir o cargo.

Crianças autistas sob os cuidados de estagiários

Além da falta de profissionais na saúde, outra denúncia grave aponta para a situação das crianças autistas nas escolas. Maria Luisa Saris Furtado, mãe de uma criança de seis anos com autismo, relata que seu filho e outras crianças com deficiência são cuidados por estagiários dentro das salas de aula. A lei obriga a presença de um cuidador por criança, mas essa norma não está sendo cumprida. Em alguns casos, um único estagiário fica responsável por duas ou três crianças com necessidades especiais simultaneamente, o que compromete a qualidade do atendimento e a segurança dos alunos.

Prefeitura se manifesta parcialmente

A prefeitura de Sertãozinho, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que a rede municipal de ensino possui 80 crianças com autismo matriculadas e que os professores especiais são contratados conforme a demanda, totalizando 84 profissionais na área. No entanto, a prefeitura não se manifestou sobre a denúncia do cuidado de crianças autistas por estagiários. A partir de 1º de abril, a psiquiatra infantil que permanece na cidade terá sua carga horária aumentada temporariamente, até o retorno da médica em licença-maternidade. A situação, porém, continua crítica, exigindo uma solução urgente e efetiva por parte das autoridades para garantir o atendimento adequado às crianças autistas de Sertãozinho, tanto na saúde quanto na educação.

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