Cerca de 30 pessoas fecharam vias do Centro nesta segunda, para alertar sobre interrupção do serviço de transporte especial
Mães de crianças com deficiência interditam ruas de Ribeirão Preto em protesto por falta de transporte adaptado
Trânsito paralisado e caos no transporte público
O centro de Ribeirão Preto registrou paralisação quase total do trânsito entre 10h30 e 11h30 da manhã desta quarta-feira. O motivo foi um protesto realizado no cruzamento das ruas Lafayette com Visconde de Iauma, ponto de passagem de grande parte das linhas de transporte coletivo. Dezenas de mães, dependentes do transporte especial para seus filhos, bloquearam as vias em virtude da interrupção do serviço, causada pela falta de pagamento da prefeitura à empresa responsável.
Falta de assistência e indignação das mães
A dona de casa Ana Cristina Pereira Jardim relatou que a falta de assistência aos deficientes é um problema crônico. “Faz mais de uma semana que estamos sem o transporte, sete meses sem dietas e sete meses sem fraldas, por conta do estado e da prefeitura que estão falhando com as pessoas deficientes”, desabafou. Angela Carini Pacheco explicou que a escolha do local do protesto, na rota dos ônibus, se deu pela limitação do transporte público, que comporta apenas um cadeirante por vez. “Os direitos dos nossos filhos estão sendo negligenciados: sem fisioterapia, sem fonoaudiologia, sem escola, sem nada. Queremos que eles tenham os mesmos direitos que qualquer outra pessoa”, afirmou. Betânia Alves Pinheiro, outra mãe indignada, apontou que a situação piorou após o escândalo de corrupção na prefeitura, com a interrupção dos pagamentos desde março.
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Protesto e novas mobilizações
A prefeitura, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que trabalha para viabilizar os pagamentos aos fornecedores, seguindo ordem cronológica, mas sem prazo definido para a solução do problema. Diante da falta de resposta do poder público, as mães já agendaram um novo protesto para amanhã, desta vez no terminal de ônibus. A indignação é grande, com relatos de pessoas sem atendimento médico há uma semana, inclusive pacientes que necessitam de hemodiálise. A situação demonstra a fragilidade da assistência a pessoas com deficiência e a necessidade urgente de uma solução por parte das autoridades.



