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Mães relatam dificuldades no tratamento para filhos com autismo em Ribeirão Preto

Em um dos casos, plano de saúde não oferece terapia intensiva para tratamento completo
autismo em Ribeirão Preto
Em um dos casos, plano de saúde não oferece terapia intensiva para tratamento completo

Em um dos casos, plano de saúde não oferece terapia intensiva para tratamento completo

O autismo é um tema que continua gerando debates importantes, principalmente quando se trata do acesso a tratamentos adequados. No município de Ribeirão Preto e região, mães de crianças autistas enfrentam dificuldades para garantir que seus filhos recebam a terapia intensiva necessária, conforme relatado em entrevista à CBN.

Acesso limitado a terapias intensivas

A advogada Manoela Martins, mãe de um menino de 8 anos com autismo, relata a luta para conseguir terapia intensiva pelo plano de saúde. Segundo ela, as sessões oferecidas são insuficientes, terminando em menos de um ano e não contemplando todas as terapias necessárias até a renovação do contrato anual. Diante disso, ela recorreu à justiça. A situação de Manoela reflete a realidade de muitas famílias, que veem seus filhos com autismo receberem um número de horas de terapia muito abaixo do recomendado (100 horas semanais seriam necessárias, enquanto o convênio oferece apenas 6 horas). Os planos de saúde liberam um número limitado de sessões anuais de fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia, alegando que este é o limite de cobertura.

A busca por justiça e o papel dos órgãos reguladores

Outras mães, representadas pela advogada Melina Bordinaço, também buscam na justiça o direito ao tratamento contínuo. A demora no atendimento das liminares concedidas é um problema recorrente. Bárbara Anogueira dos Santos, mãe de uma criança de quatro anos com dificuldades de desenvolvimento da fala, enfrenta desafios semelhantes para que o plano de saúde atenda ao número mínimo de sessões determinado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A ANS afirma que os planos de saúde são obrigados a oferecer uma quantidade mínima de atendimentos, mas as operadoras podem oferecer mais. A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abrasp) destaca que o rol de procedimentos médicos é atualizado anualmente, dependendo da participação da sociedade e da apresentação de evidências clínicas sobre a eficácia dos tratamentos. O Ministério Público acompanha os casos e já notificou o plano de saúde para que as decisões judiciais sejam cumpridas. A ANS, por sua vez, notifica as operadoras em caso de reclamações, podendo aplicar multas caso o conflito não seja resolvido.

A busca por um diagnóstico e planejamento terapêutico qualificados é fundamental para garantir o melhor tratamento para crianças autistas. A família precisa de apoio de uma equipe multidisciplinar para definir as necessidades específicas de cada criança. Enquanto os debates sobre a liberação de atendimentos continuam, a demora no acesso ao tratamento adequado pode agravar o quadro clínico dos pacientes. A rapidez na resolução desses conflitos é essencial para garantir o desenvolvimento pleno dessas crianças.

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