A campanha Maio Vermelho chama a atenção para as hepatites B e C e a relação dessas doenças com o aumento dos casos de câncer de fígado. Segundo o oncologista Carlos Fruet, fatores como inflamação crônica no fígado, infecções virais, obesidade e consumo excessivo de álcool estão entre os principais responsáveis pelo avanço da doença, que deve registrar cerca de 12.350 novos casos entre 2026 e 2028, conforme estimativa do Inca.
O médico destaca que, além das hepatites, o sobrepeso já é suficiente para elevar o risco de problemas hepáticos, incluindo a esteatose, que pode evoluir para cirrose e câncer. Outro ponto de atenção é que as hepatites podem não apresentar sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. Por isso, a vacinação contra a hepatite B, disponível no SUS, e cuidados para evitar contaminação, especialmente no caso da hepatite C, são fundamentais.
O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir cirurgia, ablação, transplante ou terapias para controle e aumento da sobrevida. Segundo o especialista, identificar o câncer no início aumenta significativamente as chances de cura, mas muitos casos ainda são descobertos em fases avançadas. Ouça a coluna CBN Saúde e Bem-Estar para entender os riscos, formas de prevenção e avanços no tratamento do câncer de fígado.