Diretor do Sincovarp comenta sobre a situação do setor com as novas medidas da fase emergencial
A fase emergencial em São Paulo, iniciada em fevereiro de 2021, trouxe novas medidas restritivas para 14 atividades, afetando mais de 4 milhões de pessoas até 30 de março. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e o Sindicato do Comércio Varejista (Sincovarp) de Ribeirão Preto expressaram suas preocupações com os impactos dessas medidas no comércio local.
Equilíbrio entre Saúde e Economia
O superintendente da CDL e diretor do Sincovarp, André-Luiz Rezende, destaca a importância do equilíbrio entre a proteção à vida e a manutenção das atividades econômicas. Ele reconhece a gravidade da pandemia, mas alerta para os efeitos colaterais de uma crise econômica prolongada, que podem ser tão graves quanto a própria pandemia. Para Rezende, o comércio varejista já opera no limite de sua capacidade de suportar medidas restritivas, após quase um ano de pandemia.
Impacto no Comércio e Empregos
O comércio varejista foi um dos setores mais afetados pela pandemia. Medidas restritivas adicionais podem levar à perda de empregos em larga escala. A CDL e o Sincovarp defendem a busca por um ponto de equilíbrio, alternando entre períodos de restrições mais rígidas e outros com maior flexibilização, sempre considerando a situação epidemiológica. Entretanto, Rezende admite que esse equilíbrio se torna cada vez mais difícil de alcançar, principalmente com a alta de casos e internações.
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Cenário Brasileiro e a Necessidade de Conciliação
Rezende compara a situação brasileira com a de outros países que adotaram medidas restritivas e, posteriormente, as flexibilizaram. Ele argumenta que a realidade brasileira é complexa, com dimensões continentais, culturas diversas e uma parcela da população que não se conscientiza da gravidade da situação. A falta de eficiência na implementação de políticas públicas e o contexto político também são apontados como fatores que dificultam o combate à pandemia. A conciliação entre a proteção à vida e a manutenção das atividades econômicas continua sendo o grande desafio, com a necessidade de auxílio aos empresários e à população mais vulnerável, como demonstrado pela importância do auxílio emergencial para a manutenção do consumo e da atividade econômica.



