Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
O Japão inaugurou a maior usina solar flutuante do mundo, uma inovação sustentável capaz de gerar energia suficiente para abastecer uma cidade de 25 mil habitantes. A usina, construída sobre uma balsa no lago de Shiba, utiliza 50 mil placas fotovoltaicas para transformar a energia solar em eletricidade.
Sustentabilidade e Impacto Ambiental
Uma das principais vantagens dessa usina é seu baixo impacto ambiental. Por flutuar em um lago, ela preserva o volume de água e não ocupa terrenos, uma questão importante no Japão, onde a terra é um recurso escasso. Além disso, a usina produz energia limpa, contribuindo para a redução da dependência de fontes de energia não renováveis.
Tecnologia e Funcionamento
A usina, construída pelas empresas Kyocera Corporation e Century Tokyo Lease Corporation, gera 13,4 megawatts de eletricidade. A energia produzida pelas placas fotovoltaicas é em corrente contínua e precisa ser convertida em corrente alternada para ser utilizada. Essa tecnologia representa um avanço significativo na produção de energia solar e pode ser adaptada para outros locais com grandes superfícies de água.
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Potencial no Brasil
O Brasil, com sua vasta quantidade de represas e lagos formados por hidrelétricas, tem um grande potencial para implementar usinas solares flutuantes. A instalação dessas plataformas nas represas existentes permitiria uma dupla geração de energia, combinando a produção hidrelétrica com a energia solar. Além disso, a utilização da área marítima também poderia ser explorada no futuro. Embora ainda não haja previsão para a implementação dessa tecnologia em larga escala no Brasil, já existem projetos de energia eólica e fotovoltaica em andamento, o que indica um interesse crescente em fontes de energia renovável.
A iniciativa japonesa demonstra que é possível gerar energia de forma sustentável e eficiente, abrindo caminho para novas soluções energéticas em todo o mundo.



