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Maioria das crianças de uma parte da periferia de Ribeirão Preto está com vermes

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vermes Ribeirão Preto
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Uma pesquisa recente realizada com crianças atendidas na Unidade de Saúde do bairro Maria Casagrande, em Ribeirão Preto, revelou uma alta prevalência de vermes entre os moradores das regiões do Jardim Orestes Lopes, Parque dos Pinos, Alexandre Balbo e Maria Casagrande. O estudo, liderado pela pesquisadora Renata Pagotti, investigou os fatores que contribuem para essa realidade e apontou para a necessidade de intervenções educativas e de saúde.

Motivação da Pesquisa

Segundo Renata Pagotti, a pesquisa foi motivada pela persistência de casos de parasitoses, especialmente em áreas onde se esperava uma condição socioeconômica mais favorável. Apesar de o estudo não ter encontrado uma associação direta entre o nível socioeconômico das famílias e a ocorrência de parasitoses, a escolha da região se justifica pela necessidade de atenção a essas doenças negligenciadas, mas ainda comuns.

Principais Resultados

A pesquisa envolveu a coleta de amostras de fezes de 462 crianças, juntamente com questionários sobre seus hábitos e o padrão socioeconômico de suas famílias. Os resultados mostraram que 57,5% das crianças estavam parasitadas, com a identificação de diversos tipos de parasitos. Além disso, o estudo revelou que 49,1% dos responsáveis lavam frutas e verduras apenas com água, sem utilizar produtos para eliminar os parasitas, e que muitos consomem água diretamente da torneira, sem filtração.

Implicações e Próximos Passos

Os resultados da pesquisa indicam que a alta prevalência de parasitoses exige ações concretas. Renata Pagotti enfatiza a importância de um trabalho conjunto entre as unidades de saúde e as famílias, com foco na prevenção. As parasitoses podem levar a sintomas e doenças mais graves, reforçando a necessidade de intervenções para solucionar esse problema ainda presente. Todas as crianças participantes foram encaminhadas para tratamento nas unidades básicas de saúde, onde receberam medicação e seus pais participaram de atividades educativas sobre os tipos de parasitas, formas de contágio e medidas preventivas.

O estudo demonstra a importância de manter o foco na saúde infantil e na prevenção de doenças parasitárias, garantindo um futuro mais saudável para as crianças da região.

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