Uma pesquisa sobre hábitos financeiros dos pequenos negócios revela que 61% dos empreendedores utilizam contas pessoais para pagar despesas da empresa. O índice é praticamente o mesmo registrado em 2023, quando 60% dos empresários adotavam essa prática.
O dado indica que a separação entre pessoa física e jurídica ainda não está consolidada, especialmente entre microempreendedores e pequenos negócios, o que pode trazer prejuízos tanto para a empresa quanto para as finanças pessoais.
De acordo com o consultor do Sebrae, João Batista, a prática é mais comum entre microempreendedores individuais e negócios com menor nível de formalização. Quanto maior a empresa e mais estruturados os controles financeiros, menor é a mistura entre as contas. A orientação é que o empreendedor mantenha contas bancárias separadas e adote o hábito de diferenciar todas as movimentações financeiras, evitando confusão na gestão do dinheiro.
Riscos
A falta de separação pode gerar problemas fiscais e financeiros. Segundo o especialista, a movimentação elevada em contas pessoais pode levantar questionamentos da Receita Federal, principalmente quando não há compatibilidade com a renda declarada.
Além disso, a prática dificulta o controle do fluxo de caixa e pode levar o empresário a interpretar de forma equivocada os resultados do negócio, retirando mais recursos do que a empresa pode suportar. Outro ponto de atenção é a ausência de controle financeiro. A pesquisa aponta que metade dos pequenos empreendedores possui gestão considerada precária, com muitos ainda sem qualquer registro ou utilizando anotações informais.
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A recomendação é o uso de ferramentas como planilhas, aplicativos ou sistemas de gestão, além da definição de um pró-labore para o empresário, garantindo organização e sustentabilidade ao negócio.



