Grupo, formado por 12 parlamentares, alega que não há garantias de que o ambiente escolar estará livre da proliferação do vírus
Retorno às aulas presenciais em Ribeirão Preto: um debate acirrado
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto retoma suas atividades em 2021 com um tema polêmico em pauta: o retorno às aulas presenciais, previsto para 8 de fevereiro. Uma pesquisa realizada pela reportagem da CBN revelou que a maioria dos vereadores (12) se posiciona contra a medida, enquanto 6 são favoráveis.
Vereadores divididos: argumentos a favor e contra
Os vereadores favoráveis ao retorno presencial destacam os protocolos sanitários desenvolvidos pela Secretaria da Educação e os prejuízos causados pela ausência prolongada das crianças e adolescentes na escola. Zucolotto e Giancorausse, por exemplo, argumentam que as crianças estão mais expostas em outros ambientes e que a rede pública enfrenta dificuldades com o ensino remoto devido à falta de recursos tecnológicos. Por outro lado, os vereadores contrários reconhecem a importância da volta às aulas, mas temem os riscos de aumento de casos de Covid-19 e de internações, considerando a alta taxa de ocupação hospitalar e a cidade em fase vermelha. Duda e Ramon enfatizam a irresponsabilidade do retorno presencial nesse momento.
A polêmica e os próximos passos
A reportagem da CBN também aponta que três vereadores não se manifestaram sobre o assunto. O retorno dos alunos do ensino fundamental está previsto para 8 de fevereiro, enquanto os da educação infantil retornam em 1º de março. A discussão sobre o retorno presencial das aulas gera grande polêmica, com opiniões divergentes entre a população. Há quem defenda a volta às aulas devido aos prejuízos no aprendizado, principalmente para aqueles que não têm acesso à internet de qualidade para o ensino remoto. A CBN continuará acompanhando o desenvolvimento da situação.
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O debate sobre o retorno às aulas presenciais em Ribeirão Preto demonstra a complexidade da situação, com a necessidade de se equilibrar a saúde pública com a educação das crianças e adolescentes. A divergência de opiniões entre os vereadores reflete a falta de consenso sobre a melhor forma de proceder em meio à pandemia.



