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Mais adolescentes foram soltos em Barretos por falta de vagas na Fundação Casa

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adolescentes soltos Barretos
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O Ministério Público de Barretos instaurou um inquérito para investigar a recorrente falta de vagas na Fundação Casa. Em um período de menos de 30 dias, quatro adolescentes foram apreendidos e, posteriormente, liberados devido à indisponibilidade de vagas, levantando sérias preocupações sobre a gestão e a eficiência da instituição.

Investigação em Andamento e a Falta de Respostas

O promotor Flávio Ocamoto, em contato com a CBN Ribeirão, expressou sua preocupação com a ausência de respostas por parte da Fundação Casa em relação à problemática. Ele esclareceu que o inquérito civil foi instaurado tanto pela promotoria da infância quanto pela promotoria da improbidade administrativa, visando apurar a fundo a questão da falta de vagas e as possíveis irregularidades envolvidas.

Problemas de Gerenciamento e Ineficiência

Segundo o promotor, a questão central não seria a falta de vagas em si, mas sim a ausência de respostas que permitam o encaminhamento dos adolescentes às unidades de internação provisória. A recorrência de casos, com quatro adolescentes liberados entre 7 de maio e 1º de junho, mesmo com ordem judicial de internação, sugere um problema de gerenciamento por parte da Fundação Casa. Ocamoto também questionou a veracidade das informações prestadas pela instituição à imprensa, o que motivou a investigação por improbidade administrativa.

Consequências e Próximos Passos da Investigação

O caso tem gerado grande preocupação, especialmente devido ao impacto na segurança pública e na credibilidade das instituições. A promotoria planeja ouvir o delegado de polícia seccional de Barretos, o capitão da primeira companhia de Barretos e funcionários do cartório da Infância, buscando esclarecer as responsabilidades e identificar possíveis irregularidades. O inquérito civil tem um prazo estimado de conclusão de 90 a 180 dias.

A situação expõe a fragilidade do sistema e a necessidade urgente de medidas para garantir o cumprimento das decisões judiciais e a adequada responsabilização dos adolescentes infratores.

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