Estabilidade no mercado fez com que o nível de confiança aumentasse; ouça o ‘CBN Emprego e Oportunidades’ com Dimas Facioli
O medo de perder o emprego entre os brasileiros diminuiu significativamente, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em 2024, 52% da população relatou pouca ou nenhuma preocupação com demissão, um dado animador em comparação com pesquisas anteriores.
Cenário atual do mercado de trabalho
A pesquisa da CNI, realizada desde 2018, aponta uma tendência de queda no medo de desemprego. Em 2018 e 2021, o percentual de brasileiros com grande medo de perder o emprego era de 44%. No auge da pandemia, em maio de 2020, esse número chegou a 48%. A melhora no mercado de trabalho, com aumento da massa salarial e taxa de desemprego estável, contribuiu para essa mudança de perspectiva.
Fatores que influenciam o medo de perder o emprego
A pesquisa revelou que diversos fatores influenciam a percepção de segurança no emprego. A idade, por exemplo, mostrou-se um fator determinante: apenas 20% dos jovens entre 16 e 24 anos não temem perder o emprego, enquanto 54% dos brasileiros com 60 anos ou mais sentem-se seguros. A renda e a escolaridade também impactam: 45% dos que ganham mais de 5 salários mínimos não temem a demissão, enquanto apenas 27% dos que recebem até um salário mínimo compartilham dessa tranquilidade. A região também influencia, com a região Sudeste apresentando maior segurança no emprego (37%) em comparação com o Norte e Centro-Oeste (22%).
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Desafios para empresas e trabalhadores
O cenário positivo para os trabalhadores, com maior poder de escolha e menor medo de desemprego, apresenta desafios para as empresas. A dificuldade em contratar profissionais qualificados, principalmente aqueles com alta experiência e domínio do inglês, leva as empresas a revisarem seus critérios de seleção. A busca por profissionais mais experientes, inclusive com mais de 60 anos, demonstra uma adaptação do mercado às novas realidades. A qualificação profissional continua sendo um fator crucial, tanto para a segurança no emprego quanto para a empregabilidade em um mercado cada vez mais competitivo. A constante atualização e adaptação às novas tecnologias são essenciais para garantir a empregabilidade a longo prazo.