Uma pesquisa recente revelou que menos de 40% dos homens com mais de 50 anos realizaram exames de próstata no último ano. O estudo, conduzido pela farmacêutica Apsen em parceria com as seccionais da Sociedade Brasileira de Urologia do Rio de Janeiro e São Paulo, aponta para uma lacuna preocupante na prevenção do câncer de próstata.
A Importância da Prevenção a Partir dos 50 Anos
De acordo com o médico urologista Fernando Caldas, a indicação para o rastreamento do câncer de próstata começa aos 50 anos, embora a doença possa surgir, raramente, a partir dos 40. Para homens com histórico familiar da doença (pai, avô, tio ou irmão), a prevenção deve ser iniciada aos 45 anos. A detecção precoce é crucial: pacientes que procuram o urologista voluntariamente para a prevenção têm 90% de chance de cura, enquanto aqueles que buscam ajuda apenas quando apresentam sintomas têm apenas 10%.
Preconceito e Desinformação: Barreiras à Saúde do Homem
O preconceito em relação ao toque retal ainda é um grande obstáculo. Muitos homens evitam o exame por medo ou desconforto, desconhecendo que os procedimentos de rastreamento são rápidos e relativamente simples. Além do toque retal, o exame de PSA (antígeno prostático específico) e a ultrassonografia são importantes para identificar alterações na glândula e aumentar as chances de cura.
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Exames e Diagnóstico: Uma Abordagem Abrangente
O toque retal permite acessar nódulos na próstata, possibilitando o diagnóstico de até 20% dos casos de câncer. O PSA, um exame de sangue, é um marcador tumoral que se altera frequentemente em casos de câncer. A ultrassonografia avalia o volume da próstata, auxiliando no diagnóstico de hiperplasia benigna. Em casos suspeitos, a ressonância magnética e a biópsia prostática podem ser necessárias para confirmar ou descartar o diagnóstico.
A conscientização sobre a importância da prevenção e o combate ao preconceito são fundamentais para garantir a saúde do homem e aumentar as chances de cura do câncer de próstata.



