Números do Núcleo Brasileiro de Estágios ainda indicam que 23% já foram vítimas mais de uma vez
Uma pesquisa recente do Nubi (Núcleo Brasileiro de Estágios) revela um cenário preocupante entre os jovens: 60% dos entrevistados afirmaram já terem sido vítimas de assalto ou furto. O levantamento, realizado entre abril e maio, expõe a vulnerabilidade enfrentada por muitos estudantes e frequentadores de espaços de lazer.
O Impacto da Violência no Cotidiano
O estudante Igor Alves da Silva é um dos que engrossam essa estatística. Ao sair da faculdade, foi abordado e ameaçado, tendo seus pertences roubados. Igor relata que a situação não é isolada: vários colegas já passaram por experiências semelhantes, tornando a área próxima à instituição um ponto de risco, especialmente pela falta de policiamento.
“Só na minha classe, outros seis foram furtados e roubados só este ano”, conta Igor. A pesquisa do Nubi detalha que, do total de vítimas, 23,22% sofreram múltiplos incidentes, enquanto 30,98% foram assaltadas ou furtadas uma vez.
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Por que os Jovens são Alvos?
O especialista em segurança Tadeu Brito explica que a faixa etária dos jovens os torna alvos preferenciais. Escolas e casas noturnas, por exemplo, são áreas de interesse para o tráfico de drogas, atraindo outros criminosos. O medo também contribui para a vulnerabilidade, levando as vítimas a alterarem seus hábitos.
Elizabeth Cristina de Souza, outra estudante, ainda não foi vítima direta, mas presenciou assaltos que a fizeram adotar medidas de precaução. “Depois que eu presenciei isso, procuro não usar mais celular dentro do ônibus, nem ouvir música, nem nada assim, porque eu tenho bastante medo”, relata.
Mudanças de Hábito e a Necessidade de Segurança
Após o trauma, Igor mudou sua rotina e a de sua esposa. Agora, ele não vai mais de carro para a faculdade, sendo deixado por ela. O especialista Tadeu Brito enfatiza a importância de aumentar a presença policial em áreas frequentadas por jovens, sugerindo um remanejamento de rondas nos horários de maior movimento, ao invés da contratação de mais agentes.
Diante desse cenário, medidas preventivas e um maior investimento em segurança pública se mostram cruciais para proteger os jovens e garantir seu direito de ir e vir com tranquilidade.



