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Mais da metade dos passageiros de carros que trafegam pelas rodovias paulistas não usa cinto de segurança no banco traseiro

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uso cinto segurança banco traseiro
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Ainda que seja lei, o não uso do cinto de segurança persiste como uma das infrações mais comuns nas estradas, conforme dados da Polícia Rodoviária. Um levantamento recente da Artesp revela a dimensão do problema no estado, com números alarmantes sobre o descumprimento dessa norma básica de segurança.

A Persistência da Desobediência

De acordo com o levantamento, 53% dos passageiros no banco traseiro viajam sem cinto de segurança. O comandante Luiz Eduardo Lianjunqueira, do terceiro batalhão da Polícia Rodoviária, aponta para a persistência de uma mentalidade de autoconfiança excessiva. “Em muitas abordagens, ouvimos justificativas como ‘o trajeto é curto’ ou ‘o cinto incomoda’. Há também quem não saiba como ajustar o equipamento”, relata o comandante. A fiscalização, segundo ele, busca reeducar os condutores e passageiros, além de punir os infratores, visando reduzir os acidentes e suas graves consequências.

Multas e Equipamentos Ineficientes

O uso de dispositivos que afrouxam o cinto, tornando-o ineficaz, também é passível de multa. A lei distingue entre não usar o cinto e utilizá-lo de forma inadequada. “Se o policial constatar que o cinto está sendo usado com uma presilha, por exemplo, a autuação será por equipamento ineficiente, diferente de quando o passageiro simplesmente não usa o cinto”, explica o comandante. A responsabilidade de garantir o uso correto do cinto é do condutor, que deve verificar se todos os ocupantes do veículo estão utilizando o dispositivo antes de iniciar a viagem.

Riscos e Conscientização

O levantamento da Artesp, realizado em mais de 6.400 quilômetros de rodovias concedidas, revela ainda que 15% dos passageiros do banco da frente e 13% dos motoristas também não utilizam o cinto. Em caminhões, o percentual de passageiros sem cinto no banco dianteiro sobe para 34%. O cirurgião Gerson Alves Pereira Jr., especialista em traumas, alerta para os riscos de não usar o cinto, mesmo em velocidades de até 100 km/h. “O cinto distribui o impacto em áreas mais fortes do corpo, como ombros e bacia, evitando lesões graves e até óbitos”, explica o médico. Em colisões frontais, a falta do cinto pode resultar em fraturas e traumatismos cranioencefálicos.

Para aumentar a conscientização, a Artesp lançará uma campanha de cinco meses para destacar a importância do uso do cinto de segurança.

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