Mesmo depois de se recuperar da doença, muitas pessoas seguem lutando contra outras complicações provocadas pelo vírus
Depois de quase um ano de pandemia, a Covid-19 mostrou deixar sequelas em muitos pacientes, com recuperação lenta e exigindo paciência. Um exemplo disso é o caso de Luciano Marcelo da Silva, técnico de enfermagem que ficou 107 dias internado, 22 deles entubado. Cinco meses após receber alta, ele ainda luta para retornar à sua rotina normal.
Sequelas e o Retorno à Vida Normal
Antes da doença, Luciano acordava às cinco da manhã para levar sua esposa e seu pai ao trabalho, retornando para casa para conversar e brincar com a família. Hoje, a realidade é outra: ele precisa batalhar para voltar a andar e a realizar movimentos simples. Afasta do trabalho, sem previsão de retorno, sua renda depende do auxílio do INSS, o auxílio-doença (Auxílio por Incapacidade Temporária – AIT), o que garante um pouco mais de tranquilidade à família.
Acesso ao Benefício e Requisitos
Em 2020, o INSS concedeu o benefício a 11.900 pessoas afastadas do trabalho por conta da Covid-19. No entanto, nem todos que contraem a doença e precisam se afastar têm direito ao auxílio. Leandro Gomes de Paula, advogado especialista em previdência, explica que um dos principais requisitos é ter pelo menos 12 meses de contribuição. A incapacidade ou a necessidade de isolamento devem ser comprovadas, mediante perícia médica do INSS, e o afastamento precisa ser superior a 15 dias. O benefício corresponde a 91% do salário, calculado pela média das contribuições dos últimos 12 meses, com exceção dos profissionais de saúde com contato direto com a doença, que recebem o salário integral e com estabilidade.
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Benefício Acidentário x Benefício Previdenciário
O advogado destaca a diferença entre o benefício acidentário e o previdenciário, apontando vantagens do primeiro, como caráter indenizatório, manutenção dos depósitos do Fundo de Garantia, estabilidade de 12 meses após o retorno ao trabalho (para empregados) e valor de 100% da média de contribuição. Para mais informações sobre o benefício do INSS, o contribuinte pode acessar o site meu.inss.gov.br ou o aplicativo Meu INSS.
A experiência de Luciano demonstra os desafios enfrentados por muitos que tiveram Covid-19, enfatizando a importância de políticas de apoio e a necessidade de acesso a informações sobre os direitos previdenciários.



