Ao todo, 328.419 moradores têm acesso a um convênio; especialista em gestão pública, Matheus Delbon, analisa o aumento
Em atrássto, o número de usuários de planos de saúde no Brasil ultrapassou a marca de 50 milhões, com um aumento de mais de 100 mil novos beneficiários, segundo dados da agência nacional de saúde. Esse crescimento também se reflete em cidades como Ribeirão Preto.
Ribeirão Preto: Crescimento na Adesão a Planos de Saúde
Ribeirão Preto registrou um aumento significativo na adesão a planos de saúde em atrássto. A cidade conta atualmente com 328.419 usuários, representando 45,6% de sua população de aproximadamente 720 mil habitantes. Isso representa um crescimento de 13.943 usuários em relação ao ano anterior, um aumento de 4,43%.
Por que o Crescimento? A Perspectiva de um Especialista
Para entender esse crescimento, conversamos com Mateus Delbon, especialista em gestão pública. Segundo ele, a melhora na qualidade da saúde pública nos últimos anos, inclusive com investimentos pós-pandemia, não explica sozinha o aumento da procura por planos privados. Mateus destaca a percepção de maior qualidade e praticidade nos planos de saúde, como a possibilidade de escolher o médico e a maior cobertura. A confiança no serviço público, segundo ele, também é um fator determinante.
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Demora no SUS e a Busca por Rapidez
Mateus aponta a demora em consultas com especialistas e exames como principais pontos de insatisfação no SUS. Planos de saúde oferecem maior agilidade nesses processos. Embora o SUS seja elogiado internacionalmente por sua estrutura, a falta de gestão eficiente e a subutilização do médico de família contribuem para a busca por alternativas privadas. A cultura de buscar atendimento rápido e especializado, sem passar pelo clínico geral, também influencia essa demanda. A compreensão das diferenças entre os modelos de atendimento, público e privado, é crucial para uma melhor utilização do sistema público de saúde.
Em resumo, o aumento da procura por planos de saúde reflete não apenas a busca por maior praticidade e escolha, mas também a percepção de maior eficiência em relação ao sistema público. A solução, portanto, passa por uma melhor gestão do SUS, aliada a uma mudança de cultura no acesso aos serviços de saúde, incentivando a utilização do médico de família e otimizando o processo de encaminhamento para especialistas.



