Fila de espera é a maior dos últimos oito anos
A fila de espera por transplantes de órgãos em São Paulo aumentou quase 50% nos últimos oito anos, saltando de pouco mais de 10 mil pacientes em 2012 para mais de 15 mil atualmente. Este aumento alarmante destaca a urgente necessidade de conscientização e doação de órgãos.
Histórias de Vida e Esperança
A médica nefrologista Astrid Zanata, que recebeu um transplante de rim em 2017 após anos de hemodiálise, enfatiza a importância da conscientização da população. “Para que a espera não aumente, é preciso uma interação maior de toda a sociedade”, afirma ela, destacando a necessidade de conversas abertas com familiares sobre a doação de órgãos para facilitar a decisão em momentos difíceis.
Júlio César Roberto, que recebeu um rim doado por seu primo há 15 anos, celebra uma nova vida, mesmo com as limitações. Seu testemunho reforça o impacto transformador dos transplantes. Já Luiz Omeneses, aposentado que aguarda um rim e realiza hemodiálise três vezes por semana, mantém a esperança de receber uma doação em breve, com exames recentes indicando baixas chances de rejeição.
Números e Ações da Secretaria de Saúde
Em 2023, foram realizados 8.554 transplantes em São Paulo, sendo a maioria de córneas e mais de 1.600 de rins. A Secretaria Estadual de Saúde destaca a importância da participação familiar para minimizar o trauma do processo de doação. A crescente demanda por órgãos reforça a necessidade de campanhas de conscientização e de um diálogo aberto sobre a doação.
Os relatos de Astrid, Júlio e Luiz ilustram a realidade de milhares de pacientes que esperam por um transplante. A ampliação das campanhas de conscientização e a sensibilização da população para a importância da doação de órgãos são cruciais para reduzir o tempo de espera e salvar vidas.



