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Mais de 15 mil pessoas aguardam por um transplante de órgão no estado

Em 2018, cerca de duas mil pessoas conseguiram receber um órgão em São Paulo
transplante de órgão
Em 2018, cerca de duas mil pessoas conseguiram receber um órgão em São Paulo

Em 2018, cerca de duas mil pessoas conseguiram receber um órgão em São Paulo

O Brasil enfrenta uma grave crise no sistema de transplantes de órgãos, com cerca de 30 mil pessoas na fila de espera, sendo 15 mil apenas em São Paulo. Pacientes aguardam anos por um órgão, como pulmão, coração, fígado, pâncreas, intestino, rim e córneas.

Déficit de Doações: Um Problema de Escala Nacional

Apesar de o Sistema Nacional de Transplantes completar 20 anos e ter realizado 100 mil transplantes nesse período, a coordenadora da Central de Transplantes da Secretaria da Saúde Estadual, Marisete Medeiros, afirma que o número é baixo. São Paulo, apesar de liderar o número de transplantes com 1.014 doações de pessoas falecidas e quase 700 de doadores vivos em 2022, ainda está distante da meta ideal de 40 doadores por milhão de habitantes, ficando em apenas 22. A necessidade de órgãos é muito maior do que a oferta, especialmente em alguns estados.

Doação de Órgãos: O Papel da Família e dos Profissionais de Saúde

A doação de órgãos após a morte depende exclusivamente do consentimento familiar, após a constatação da morte encefálica por meio de exames. Embora o ideal seja a doação após a morte, a baixa oferta tem levado a um aumento nas doações em vida, principalmente de rins e pulmões. Marisete Medeiros destaca a urgência de um diagnóstico rápido da morte encefálica e a necessidade de investimento em treinamento para profissionais de saúde, capacitando-os para lidar com as famílias e identificar potenciais doadores, principalmente em casos de traumatismo craniano. A identificação precoce é crucial, pois após a morte encefálica, outros órgãos se deterioram rapidamente.

A Importância da Conscientização e do Debate

A fila de espera por transplantes é extensa, com 11 mil pessoas aguardando por um rim, a maior fila do país. A Central de Transplantes define o destino dos órgãos com base na gravidade da doença, tempo de espera e compatibilidade. Expressar previamente a vontade de doar órgãos à família facilita a decisão em momentos difíceis, aliviando a carga emocional dos familiares. O aumento das doações requer um esforço conjunto, envolvendo a conscientização da população, a capacitação dos profissionais de saúde e a agilidade no processo de diagnóstico e doação.

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