Executivo barrou as emendas feitas pelos vereadores que alteravam alguns pontos no pagamento do benefício
Funcionários da prefeitura de Ribeirão Preto realizaram protesto na manhã desta sexta-feira contra a suspensão do prêmio de incentivo, um benefício cortado após decisão judicial.
Paralisação e reivindicações
Pelo menos 200 funcionários do setor operacional do DAERP, localizado na rua Pernambuco, aderiram à paralisação. Eles contestam a decisão da justiça que atendeu a uma ação da Procuradoria Geral de São Paulo, alegando que o benefício, em vigor há 23 anos, não possuía regras claras para pagamento. A medida afeta cerca de 11 mil pessoas entre comissionados e servidores municipais. Os trabalhadores reclamam não apenas do corte do prêmio, mas também de outros cortes salariais e da falta de investimento em equipamentos e mão de obra, comprometendo a realização de serviços na cidade. Funcionários relatam cortes salariais entre R$700 e R$200.
Pressão política e negociações
A suspensão do benefício gerou mal-estar político. Vereadores solicitaram uma reunião com o prefeito para discutir o projeto vetado por ele, alegando inconstitucionalidade das emendas propostas pela Câmara. O veto gerou críticas de vereadores da base e da oposição, que apontaram falhas na condução do assunto pelo executivo e a falta de um líder de governo na Câmara para mediar as negociações. A reunião entre vereadores e o prefeito está marcada para as 18h30 no Palácio Rio Branco para discutir um novo projeto que permita o pagamento do benefício, possivelmente através de uma folha suplementar.
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Desfecho incerto
A situação dos servidores municipais de Ribeirão Preto permanece incerta. Enquanto aguardam o resultado das negociações, os funcionários afetados enfrentam dificuldades financeiras no fim do ano, período em que muitos planejam gastos com festas e presentes. A expectativa é que outros servidores também busquem seus direitos, caso não haja um acordo satisfatório entre a prefeitura e a câmara.



