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Mais de 230 obras públicas estão paradas em cidades da região de Ribeirão

Prefeituras serão notificadas pelo Tribunal de Contas do Estado e terão um prazo para regularização
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Prefeituras serão notificadas pelo Tribunal de Contas do Estado e terão um prazo para regularização

Prefeituras serão notificadas pelo Tribunal de Contas do Estado e terão um prazo para regularização

Obras Paralisadas em São Paulo

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) revelou graves problemas em obras públicas de creches, escolas, postos de saúde e ambulatórios. De um total de 234 obras fiscalizadas, 56,8% apresentaram falhas no cronograma financeiro, 7,3% não seguiram o projeto contratado, e 37,6% tinham falhas visíveis de execução. A situação é ainda mais preocupante: 53,2% das obras não possuíam o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros.

Impacto na Educação e Saúde

O diretor técnico do TCESP, Flávio Henrique Pastri, explicou que as áreas de educação e saúde foram priorizadas na auditoria devido ao alto volume de recursos investidos. Os relatórios serão encaminhados aos prefeitos, que serão notificados das irregularidades e terão um prazo para apresentar as devidas correções. A situação é crítica em algumas regiões; na região 16, por exemplo, todas as 19 obras vistoriadas estavam paradas, atrasadas ou com problemas de execução.

Prefeituras em Atraso e Consequências

Em Taiúva, uma creche com previsão de entrega há dois anos permanece inacabada, afetando 60 crianças que aguardam vagas na educação infantil. O prefeito, Francisco Sérgio Clápez, atribuiu o atraso à situação financeira do município. A empresa responsável pela construção não foi encontrada para comentar. Outras prefeituras também foram notificadas por atrasos, incluindo Guariba, Brodosque, Garapava, Franca, Jaboticabal, Takwarao, Santa Ernestina, São José da Bela Vista, Buritizal, Takwari Tinga, Tuverava, Santa Cruz da Esperança, Serra Azul, Morro Agudo, Altinópolis, Viradouro, Orlândia e Pradópolis. O conselheiro do TCESP, Jorge Sanches, alertou para o aumento de custos devido aos atrasos, podendo resultar em valores finais muito superiores aos inicialmente licitados. Prefeituras que não resolverem os problemas podem ter suas contas reprovadas.

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo notificará os prefeitos sobre as irregularidades encontradas nas obras fiscalizadas. A expectativa é que as prefeituras apresentem as devidas justificativas e correções para garantir a conclusão das obras e o atendimento à população.

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