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Mais de 300 mil abelhas morrem em dois apiários da região

Principal suspeita é de que elas tenham sido envenenadas depois da aplicação de agrotóxicos
morte de abelhas
Principal suspeita é de que elas tenham sido envenenadas depois da aplicação de agrotóxicos

Principal suspeita é de que elas tenham sido envenenadas depois da aplicação de agrotóxicos

Mais de 300 mil abelhas morreram em dois apiários de uma região, e a principal suspeita é de envenenamento por agrotóxicos. A tragédia afetou profundamente apicultores locais, causando prejuízos incalculáveis e gerando preocupação com o futuro da produção de mel e a polinização.

Devastadoras perdas para apicultores

Eduardo Gomes, um apicultor com 30 anos de experiência, relata que nunca havia presenciado tamanha mortandade em seus apiários. Ele afirma que mantém suas colmeias distantes de pomares para evitar o contato com agrotóxicos, mas desta vez, a tragédia foi inevitável. Seu prejuízo é estimado em centenas de milhares de abelhas, representando um duro golpe em seu trabalho e renda. Outro apicultor, Davi Urbano, farmacêutico, também sofreu perdas significativas, estimando um prejuízo de aproximadamente 10 mil reais e a perda de 26 caixas de abelhas. Ele luta para recuperar algumas colmeias, mas a tarefa é árdua e a recuperação total levará anos.

A busca por respostas e o impacto na polinização

Osmar Malaspina, especialista em abelhas da Unesp, explica a dificuldade de encontrar um equilíbrio entre o uso de agrotóxicos e a proteção das abelhas. Ele destaca que os inseticidas, apesar de serem destinados a pragas, também afetam as abelhas, que são essenciais para a polinização. A falta de um órgão fiscalizador que defina a dosagem segura de agrotóxicos agrava a situação. O especialista sugere alternativas, como evitar a aplicação de inseticidas quando as flores estão abertas e optar por horários alternativos, como o fim da tarde, quando as abelhas estão menos ativas. A preocupação com o futuro da produção de alimentos é latente, já que as abelhas são responsáveis por aproximadamente 40% da polinização global.

A espera por respostas e a urgência da sustentabilidade

Amostras das abelhas mortas foram enviadas para análise em laboratório, mas os resultados ainda não foram divulgados. A situação expõe a fragilidade do ecossistema e a necessidade urgente de práticas agrícolas mais sustentáveis. A preservação das abelhas é crucial não apenas para os apicultores, mas para a segurança alimentar mundial. A busca por soluções que conciliem a produção agrícola com a proteção das abelhas é fundamental para garantir um futuro com alimentos e um meio ambiente saudável.

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