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Mais de 40% da população de Ribeirão Preto têm contas em atraso

São 293 mil moradores inadimplentes, segundo balanço do Serasa; Mayara Carvalho comenta os índices
contas em atraso
São 293 mil moradores inadimplentes, segundo balanço do Serasa; Mayara Carvalho comenta os índices

São 293 mil moradores inadimplentes, segundo balanço do Serasa; Mayara Carvalho comenta os índices

Em outubro, Ribeirão Preto registrou 296 mil pessoas inadimplentes, segundo a Serasa Experian. Este número representa um aumento de 513 pessoas em relação a setembro e supera o registrado em atrássto. Em julho, eram 293 mil inadimplentes no município. Considerando que Ribeirão Preto possui cerca de 700 mil habitantes, mais de 40% da população enfrenta dificuldades para pagar suas contas.

Aumento da Dívida e Cenário Nacional

O valor médio da dívida por pessoa inadimplente em Ribeirão Preto chegou a R$ 6.854 em outubro, R$ 186 a mais que em setembro. Comparado ao mesmo período do ano passado, o cenário é ainda pior. O valor total da inadimplência no município soma R$ 384.851 milhões. A especialista da Serasa, Maiara Carvalho, destaca que esses números refletem a realidade nacional, onde 71,9 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em outubro. Apesar de programas de renegociação de dívidas, a situação permanece crítica, com uma queda tímida de 0,30 pontos percentuais no setor de utilitários.

Perfil do Inadimplente e Dificuldades Financeiras

Maiara Carvalho aponta que a dificuldade em organizar as finanças para cobrir as contas básicas é um fator preponderante. A inadimplência é reflexo de dificuldades financeiras persistentes, inclusive como consequência da pandemia e do aumento do custo de vida. No cenário nacional, 51% dos inadimplentes são mulheres, e a maior concentração está na faixa etária entre 26 e 60 anos, ou seja, pessoas economicamente ativas.

Soluções e Recomendações

Para auxiliar as pessoas endividadas, Maiara recomenda o controle financeiro básico, anotando receitas e despesas. Ela também sugere aproveitar programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola, priorizando o pagamento de contas com juros mais altos. Com o fim de ano se aproximando e a chegada do décimo terceiro salário, a especialista espera que os trabalhadores consigam equilibrar suas finanças e reduzir o nível de endividamento.

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