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Mais de 40 dias sem chuva, os rios estão diminuindo e como fica a água para o consumo?

Professor de Políticas Ambientais da USP de Ribeirão, Marcelo Pereira, explica mais sobre a estiagem prolongada
escassez de água
Professor de Políticas Ambientais da USP de Ribeirão, Marcelo Pereira, explica mais sobre a estiagem prolongada

Professor de Políticas Ambientais da USP de Ribeirão, Marcelo Pereira, explica mais sobre a estiagem prolongada

Há mais de quatro meses, Ribeirão Preto não registra chuvas significativas. Essa estiagem preocupa a Secretaria de Água e Esgoto (SAEP), responsável pelo abastecimento da cidade.

Captação Subterrânea e Consumo

Toda a captação de água em Ribeirão Preto é subterrânea, feita por meio de postos artesianos. Apesar de a SAEP não constatar queda na produção, o aumento do consumo devido à seca tem gerado intermitência no abastecimento, com períodos de água abundante intercalados com falta d’água ou vazão reduzida. Para mitigar o problema, a SAEP orienta o consumo consciente, incluindo dicas como evitar desperdícios e reaproveitar água da máquina de lavar. Além disso, a companhia planeja melhorias na distribuição, instalação de novos postos e reformas em outros, para reduzir a intermitência.

Situação em outras cidades e ações necessárias

A situação de Ribeirão Preto contrasta com a de outras cidades da região, abastecidas por rios, que já enfrentam racionamento devido à seca. O nível do Rio Pardo, por exemplo, está baixo, com relatos de rios e cachoeiras secando. Segundo o professor Marcelo Pereira, da USP de Ribeirão Preto, a falta d’água ocorre pela diminuição da oferta ou aumento da demanda. Em Ribeirão Preto, a oferta permanece estável, mas o consumo elevado tem sobrecarregado o sistema. Ele destaca a importância da gestão consciente da água, considerando que a reposição da água subterrânea é um processo lento, que leva anos, e que a contaminação também é um risco.

Soluções de curto e longo prazo e a necessidade de ação conjunta

O professor Pereira ressalta a necessidade de ações em duas frentes: otimizar o sistema de abastecimento para reduzir o consumo e, simultaneamente, proteger os recursos hídricos. Isso inclui recuperar a vegetação nativa, preservar as matas ciliares e evitar a poluição dos rios. Ele enfatiza a importância da cooperação entre cidades e órgãos gestores para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos, considerando que muitos rios abastecem múltiplas cidades. Ações conjuntas, envolvendo sociedade, proprietários de terras e órgãos governamentais, são cruciais para garantir o abastecimento de água no futuro, especialmente diante das mudanças climáticas.

A imagem das cachoeiras secando serve como alerta sobre a gravidade da situação. Embora a seca total de mananciais seja um cenário extremo, a diminuição da disponibilidade de água é uma realidade que exige ações urgentes e contínuas para a preservação dos recursos hídricos e a garantia do abastecimento para as gerações futuras.

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