Sobre os problemas enfrentados pelos desenvolvedores, ouça o comentário de Nicholas Bocchi na coluna ‘Good Game CBN’
A indústria de games e esportes eletrônicos enfrenta um momento delicado, marcado por um número significativo de demissões. Somente nos primeiros dias de 2024, mais de 5 mil profissionais foram desligados de suas funções.
Demissões em Grandes Empresas
Grandes empresas do setor não estão imunes a essa onda de demissões. A Microsoft, após a aquisição da Activision Blizzard King, anunciou o corte de aproximadamente 1.900 funcionários (8% de sua divisão de jogos). A Unity, provedora de ferramentas para desenvolvimento de jogos, demitiu cerca de 1.800 funcionários (25% de sua força de trabalho). A Riot Games também realizou cortes, afetando 11% de seus empregados, com impactos sentidos inclusive no escritório brasileiro.
Contexto da Crise
Esse cenário de demissões é atribuído a diversos fatores, incluindo a ressaca da pandemia de Covid-19 e um ajuste no mercado de tecnologia e entretenimento digital. Uma pesquisa da Kotaku indica que mais de um terço dos desenvolvedores de jogos foram impactados por layoffs nos últimos 12 meses.
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Sucesso Contrapõe Crise
Apesar do cenário de demissões, o mercado de games continua a registrar sucessos. O lançamento do jogo Powered, similar a Pokémon, vendeu mais de 6 milhões de cópias em apenas uma semana, tornando-se o jogo pago mais vendido na Steam (excluindo PUBG, que se tornou gratuito em 2022). O sucesso de Powered, um jogo em early access, demonstra a estratégia de pequenas desenvolvedoras em utilizar lançamentos antecipados para impulsionar o desenvolvimento e o financiamento de seus projetos.
O futuro da indústria de games e esportes eletrônicos permanece incerto, com a contradição entre altos números de demissões e contínuo sucesso de lançamentos. Acompanhar a evolução desse cenário é fundamental para entender o rumo do setor.