A caminhonete de Pablo Russel Rocha, acusado de matar uma garota de programa, está no local há 20 anos
O pátio de apreensões de Ribeirão Preto abriga uma coleção de veículos envolvidos em crimes notórios, alguns com histórias que chocam a cidade e o país. Entre os automóveis apreendidos, encontram-se veículos de alta notoriedade.
Veículos de crimes notórios
Um dos carros mais marcantes é a camionete usada por Pablo Roussell-roscha, condenado a 24 anos de prisão por arrastar a garota de programa Nicoli há mais de duas décadas. Apesar da condenação, Roussell-roscha está foragido desde dezembro do ano passado. Outro veículo presente é o carro que atropelou e matou o estudante Marcos Delefratti em uma manifestação em 2013, conduzido por Alexandro Xissato. Ainda há uma camionete pertencente a Mário de Carvalho Filho, conhecido como “Tio Patinhas”, um dos maiores traficantes do estado, condenado a 33 anos de prisão em 2017.
Um depósito de veículos apreendidos
Além desses casos emblemáticos, o pátio guarda carcaças de carros usados em uma tentativa de assalto à empresa de valores Brinks em outubro do ano passado. No total, são mais de 3 mil motos, 2 mil carros e 100 caminhões, apreendidos por crimes como tráfico de drogas, sequestros, roubos a bancos e homicídios. O diretor do pátio, César Salvini, explica que a entrada de veículos é diária e a saída só ocorre com autorização judicial. Desde sua criação em 2014, cerca de 12 mil veículos passaram pelo local, com 12 leilões realizados desde 2016, destinando muitos veículos à sucata ou devolvendo-os aos proprietários inocentados.
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Destino dos veículos
Os veículos apreendidos podem retornar às vítimas ou aos donos inocentes. Caso contrário, são leiloados exclusivamente para empresas, destinados à sucata, sem documentação. A Polícia Militar apreende os veículos, encaminhando-os ao distrito policial e, posteriormente, ao pátio. A espera pela decisão da justiça pode durar dias ou até décadas, mantendo os veículos no pátio até que seu destino seja definido.



